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01 fevereiro 2010
Samuel Úria - B Fachada - Manel Cruz - LX Factory - 30.01.2010
Lx Factory, 30 para 31 de Janeiro, final do Termómetro (ex Unplugged), 6 bandas finalistas, e uma convidada.
Os convidados não eram uma banda, eram 3 cantos do século XXI, que inspirados nos 3 cantos do século XX (link para arti). Manel Cruz, Samuel Úria e B Fachada.
O concerto que deram foi uma espécie de concerto, porque tocaram 6 músicas (há bandas que tocam mais que isso num showcase na fnac), para gente que esperou até às quatro e mais que meia da manhã. Claro que sabe a pouco, mas encheu as medidas. Cada um tocou duas músicas suas, alternadamente, e o show acabou com Capitão Romance. E aí, a casa veio abaixo. Mais ou menos 2 mil pessoas, a cantar a música, mesmo com vontade, como se já não vissem os Ornatos ao vivo há muito tempo. E não viam. Há tempo demais. A noite girou um bocado em torno da aparição do Manel Cruz, que continua a ser um dom sebastião musical, pelo menos para um grupo mais ou menos grande de adeptos. Porque ele é o lado mais visível dos Ornatos Violeta que, mais uma vez ficou confirmado, são mesmo uma banda de culto. Culto e grosso.
Na noite de sábado, o sebastião tocou ao lado de outros dois cançonetistas promissores, gente da nova vaga de lusitanos que tocam e cantam, e querem encantar, e encantam.
E este concerto teve encanto, porque todos eles são músicos inteligentes, criativos, e têm talento ser mais do que promessas.
O Úria e o Fachada já estão habituados a tocar juntos, mas o Manel foi uma surpresa – e aqui se louva a organização do Termómetro, que promoveu esta tripartida cantaria. E a escolha foi acertada, porque os 3 se encaixam bem na música dos outros, e nas ideias, e é sempre agradável ver este tipo de iniciativas. Só fazem bem à música portuguesa, e devem ser repetidas.
Quanto ao concerto, foi um belo momento musical, intenso, música para ouvir com o interior. Mais do que a performance, fica o sentimento que eles levaram para o palco, num concerto meio improvisado, mas que deu para entreter, e para matar saudades do passado, e abrir o apetite para um eventual futuro.
Valeu a pena por ser raro (não sei se volta a acontecer, espero que sim), e porque trouxe o Manel Cruz cá abaixo, à capital, para nos mostrar que não está parado, e por isso não deve tardar muito até editar novo material.
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Samuel Úria
05 maio 2009
B Fachada já foi à Zé Dos Bois, diz ele.

De razia por Lisboa aproveitei para ir beber um copo ao Maxime e desfrutar da companhia aqui do Mustarda. B Fachada era um pretexto como outro qualquer, mas lá me tentei informar acerca do fulano indo-lhe ao MySpace em jeito profilático.
Rapidamente me apercebi de que se tratava de um rapaz armado ao discreto-cómico, ao humilde-vaidoso, ao antigo-moderno, ao marginal-trendy, ou, numa palavra, armado ao indie.
Utiliza uma fórmula muito simples que é o fingir que não se leva a sério, mas sem entrar na pura palhaçada, ao mesmo tempo que nos tenta convencer que no fundo é um poeta, urbano mas sensível, frágil, naif.
Foi isso mesmo que tentou dizer ao público, que o ignorou nas primeiras duas canções, quando afirmou estar de mau humor (a ironia utilizada no momento remeteu-me para os discursos de certos dirigentes de futebol), pedinchando silêncio por amor da santa. O público enterneceu-se, ao vê-lo sarnento e lacrimejante, e chegou até a aplaudir o artista injustiçado.
Eu por esta altura também estava transtornado por saber que o preço de uma imperial (tamanho xxs, seria considerado um insulto no Reino Unido) era o que era, e de olhos avermelhados do fumo avassalador da sala (outra surpresa), perguntei-me por que diabo estavam as pessoas a pagar 5 euros à porta. Minutos depois o Mustarda apalpou-me o rabo, como é seu desagradável costume, o que no entanto me enxaguou a bílis e voltei para o paleio.
Estava então o Bernardo (ou o b, se estivermos numa de laconice) a avacalhar (parecia-me) com a guitarra e a tentar aborrecer o público com guinos de voz. Este, no entanto, pelo menos na primeira linha, parecia estar atento. Ou então era a cara que as pessoas fazem quando têm as jeans apertadas até à bacia.
Reparem, eu não tenho nada contra os produtos Underground passarem a Mainstream. Mas quando adquirem os seus vícios, isto é, quando o enaltecimento da obra não está relacionado com a qualidade mas sim com a máquina que por detrás a empurra, dá-me uma certa sensação de desperdício de tempo.
Este fenómeno evangélico é, até ver, uma fantochada de primeira, prometo-vos, e a prova virá quando daqui a um par de anos ninguém se lembrar deste Bernardo de Cascais.
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