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09 janeiro 2010

Relacionado #20

Uma das boas surpresas a sair do baú do Grunge revival, o concerto completo da banda de Kurt Cobain no festival de Reading é, sem dúvida, uma das melhores actuações do grupo de Seattle. Com um reportório de músicas que vai desde o primeiro ao último disco, passando por b-sides e covers, os Nirvana dão um concerto que ficará para sempre na retina de quem o viu ao vivo. Este DVD vem dar a oportunidade a todos os outros que não tiveram esse momento de felicidade. Um Must See.

07 janeiro 2010

Metallica - Metallica [Black Album] (1991)

Em 1991 aconteceu de tudo um pouco. Morreu Freddie Mercury, talvez o maior (e melhor) frontman da história; e com ele morreu a ideia de que a SIDA só atacava os outros e os pobres. Nasceu o grunge com o Nevermind dos Nirvana e outras bandas que tais, como os Pearl Jam ou os Alice In Chains ou mesmo os Soundgarden; e com eles nasceram os miúdos urbano-depressivos de flanelas vestidos, com cabelos desguedelhados e também os stage dives e o pro choice. E renasceu o metal, travestido de hard-rock e entregue num álbum que ficou para história como a melhor colectânea de canções duronas a chegar ao mercado: o Black Album dos Metallica. Os números não mentem: 15 milhões de álbuns vendidos nos EUA; 22 milhões no Mundo. Doa a quem doer, este é o maior feito de um conjunto metal à data. De uma banda de culto os Metallica passaram a uma religião de massas. Houve quem não gostasse – os puristas que se julgam donos das bandas só porque as seguem desde o início criticaram-nos por terem desacelerado. Já eu, que detesto puristas, estou a borrifar-me para a velocidade e nem conto o número de notas por segundo. E dou-me satisfeito que tenham mudado porque a coisa, assim, tornou-se perceptível. Nada contra os anteriores álbuns, que tinham músicas como "Master of Puppets" ou a "One". Mas com este as letras entendem-se e os solos não se atropelam uns aos outros. Um tipo virtuoso não deixa de o ser só porque os dedos dele deixam de percorrer freneticamente o braço da guitarra como um epiléptico.
No Black, apostou-se nos riffs curtos e poderosos. E não há riff como o do "Enter Sandman". Todos sabem de cor e salteado a progressão daquelas cinco notas que abrem a música e o álbum. Depois, seguem-se a "Sad But True", a "Holier Than Thou", a "Unforgiven" e a "Whererever I May Roam". Ouvidas estas, chega-se ao fim da primeira metade do álbum e o pulso está frenético e o pescoço dorido de tanto acompanhar a batida do Ullrich (há melhor baterista, já agora). A segunda metade perde um pouco de força mas tem a "Nothing Else Matters". E aqui é que os metaleiros se foram aos arames. Não é que o bom do Hetfield, debaixo daquela fronha de camionista e do corpo intimidador, é um rapaz (até) dado a coisas do coração? É verdade, sim. E os Metallica fizeram a melhor balada hard-rock alguma vez composta. Outra vez à frente de todos e contra os que os atrasavam. Mérito a Bob Rock, o produtor que os Metallica primeiro recusaram e depois receberam a conselho de Ullrich, que transformou a banda californiana na maior do planeta durante um par de anos. Rock, que havia promovido o glam-rockers Mötley Crue do abastado Tommy Lee, depurou e sugou a alma do quarteto metálico à exaustão. E o resultado ficou à vista e no ouvido. Para sempre.


14 dezembro 2009

Pearl Jam - No Code (1996)

Corria o ano de 1996. Após 3 anos em que foi a grande força motora do mainstream (1992-1994), MTV e afins, e mais dois pós-morte do Kurt Cobain em que foi definhando aos poucos, a cena musical rotulada de "grunge" estava definitivamente morta. Os Alice in Chains deram neste ano o seu último concerto, os Soundgarden e os Screaming Trees lançavam os seus últimos álbuns (Down on the Upside e Dust, respectivamente) e a coisa ia mesmo ficar por ali. Restavam apenas uns Melvins e Mudhoney, que se mantiveram, de livre e espontânea vontade, afastados da luz dos dólares dos grandes estúdios e souberam vencer na sua maneira própria e claro, os Pearl Jam. Os resistentes Pearl Jam, que já tinham denotado os sinais de mudança no seu terceiro álbum, "Vitalogy", muito influenciado pela morte de Kurt Cobain, decidiram cortar o mal pela raiz e fazer um álbum diferente. Um álbum que os afastasse da atenção dos media, que os afastasse dos fãs mainstream que tinha ganho às custas das suas aparições na MTV. E foi assim que foi concebido "No Code", com uma dose certa de novas experiências, mais introspectivo, nalguns pontos espiritual mesmo, para o qual em muito contribuiu a entrada de um novo baterista, Jack Irons. Pode-se dizer que foi uma missão cumprida para a banda - o álbum entrou em número um da Billboard mas rapidamente caiu. Houve quem o rotulasse como world music, o que no mercado americano é o mesmo que assassinar o álbum (o que mostra a limitação da grande maioria de habitantes desse país...). E de facto, era o que se pretendia e foi assim que a própria banda o encarnou - o álbum da mudança. Certo é que, por trás de toda esta história, foi concebido um álbum maravilhoso e poucas pessoas se apercebem disto.

Começa com um calminho e bastante espiritual "Sometimes", a abrir caminho para logo a seguir dar-nos uma das músicas mais fortes da banda, "Hail, Hail", sobre as dificuldades de um casal em manter-se junto. Logo de seguida duas músicas bastante influenciadas por ritmos de Leste Europeu, "Who You Are?", que foi escolhido como single de lançamento (mesmo por ser uma música difícil diria eu...) e "In My Tree", música totalmente introspectiva e muito intensa. Por falar em intensidade, o que dizer de "Smile"? Os versos "I miss you already, I miss you all day" ecoam na nossa cabeça com uma força pungente, sentidos até ao limite dos nossos corpos. De seguida uma harmonia muito subtil, "Off He Goes", retratando uma relação de Vedder com um qualquer amigo, à qual se segue um arranque brutal, um riff muito poderoso que estilhaça a calmia da música anterior em apenas 2 segundos e a substitui por uma raiva incontrolável contra a droga e os seus efeitos perversos ("Habit"). Voltamos às influências mais europeias de leste com o excelente "Red Mosquito", ao qual se segue o minuto mais a abrir de toda a carreira da banda. Duvido que Vedder conseguisse esticar a sua voz mais um minuto que fosse neste registo punk rock forte à la Ramones conhecido como "Lukin". Ao aproximarmo-nos do fim do álbum volta a calmia, a introspecção em "Present Tense". Mensagem simples e directa: "Makes much more sense, to live in the present tense". Alguém tem dúvidas quanto a isto? Com "Mankind", faixa 11, chega uma grande novidade - Stone Gossard assume a parte vocal da sua própria música, algo inédito. E para concluir o álbum, "I'm Open", que consiste na leitura de uma história com alguns sons de fundo e "Around The Bend", uma excelente lullaby que serviu para Jack Irons cantar para adormecer o seu filho. E é uma maravilha de música.

A registar ainda, a excelente embalagem do álbum, de cartão, e contendo em cada CD/vinyl, 9 cartões com letras de uma música de um lado e uma foto em formato polaroid noutro. Diferentes em todos os Cd's. Um excelente packaging para um excelente álbum.

09 dezembro 2009

The Brian Jonestown Massacre - Their Satanic Majesties's Second Request (1996)

Misturando o nome do mítico guitarrista dos Rolling Stones, Brian Jones, encontrado morto na piscina de sua casa em 1969, e os suicídios de Jonestown, na Guiana, os Brian Jonestown Massacre surgem, em meados dos anos 90, a par com os seus compinchas, Dandy Warhols, como uma das bandas que ainda carregava, e ainda o faz, a bandeira do psicadelismo, denominado de Shoegaze nos anos 90, dado os elementos das bandas estarem constantemente a olhar para o chão durante as suas longas músicas. Their Satanic Majestie's Second Request, 2º álbum da banda e inspirado pelo Their Satanic Majesties Request dos Stones, é como uma sequela, quase 30 depois, do único disco na totalidade psicadélico de Mick Jagger e Keith Richards. Não é, então, de estranhar que estes Brian Jonestown Massacre sejam de uma das cidades, senão mesmo a cidade, que mais influência teve na contra-cultura e na divulgação do psicadelismo e da cultura oriental, São Francisco. E isso é bem visível neste disco a começar logo pela música que abre e acaba o álbum, "All Aroud You". "In India You" podia bem ser uma música de George Harrison naqueles tempos de Sgt Pepper. Ao todo são 18 músicas de influência oriental, espacial, psicadélica, onde se consegue sentir perfeitamente o cheiro a incenso ou mesmo a erva, misturado com muito LSD. É uma viagem dos sentidos, seja interior ou espacial, onde a variedade de instrumentos faz-se sentir, transportando-nos 40 anos atrás e 4000 à frente...

16 setembro 2009

Self Pollution Radio

8 de Janeiro de 1995. Um grupo de amigos junta-se na casa de um deles para tocarem uma músicas. E já que vão juntar-se para tocar, porque não gravar a coisa? E já que se vai gravar, será que há alguma rádio interessada em acompanhar e emitir em directo? Foi assim que o mundo ficou a conhecer o "Self Pollution Radio", um programa de 4 horas que foi oferecido gratuitamente às rádios. Importante referir que o dono da casa em questão se chama Eddie Vedder e os seus amigos são os membros dos Soundgarden, Mad Season, The Fastbacks, para além de Mike Watt, Dave Ghrol, Krist Novoselic e os seus próprios companheiros de banda. É durante esta emissão que é também anunciado oficialmente o novo baterista dos Pearl Jam - Jack Irons, ex-membro de RHCP e Eleven. Isto, meus amigos, é o que se pode chamar Music History on the making. E como tal aqui vou deixar 15 das músicas gravadas nessa sessão. É só carregarem no play e irem ouvindo, passa automaticamente para a seguinte.


Enjoy!

11 setembro 2009

Fundo do Baú #2

Esta estava mesmo mesmo lá no fundo e foi trazida à tona pelos Cats on Fire no concerto de ontem. O vocalista disse que ia fazer uma cover de uma música inglesa, de 1997, dos White Town, "Your Woman" but it didn't ring any bell. Mas quando a música começou senti o cérebro a processar, alguém cá em cima a mexer nas gavetinhas e começou a fazer-se luz. Fiquei com uma ideia, mas ainda nublada, até chegar a casa e não conseguir controlar a vontade de me lembrar. E foi isto que saiu. Parece-me que estamos perante uns "One Hit Wonders" no seu esplendor... Espero que vos traga boas memórias...



Enjoy!

28 julho 2009

Fundo do Baú #1

Uma música que não ouço para aí desde a altura que saiu, em 1994. Nem sei explicar a linha de raciocínio que o meu cérebro produziu para ir procurá-la no YouTube. Freud, Damásio ou João Lobo Antunes, se algum de vós quiser analisar o meu cérebro tenho a certeza que serei um caso não digo único, mas muito raro, de produção de linhas raciocínio sem nexo aparente. Alguém por aí se lembra disto?


"Inside", Stiltskin, que ficou mais conhecida como a música do anúnico da Levi's da altura.

Enjoy!

21 maio 2009

Ocean Colour Scene - Moseley Shoals (1996)

Há bandas que, por vezes, não nos lembramos que elas existem. Bandas essas que, apesar de sabermos serem boas, acabam por nunca ter um sucesso mediático digamos de uns Oasis, Coldplay ou U2, isto no caso britânico. Os exemplos são vários como Travis, Kula Shaker ou Ocean Colour Scene. Será por apenas os outros serem melhores ou a máquina de propaganda e consequentes egos não serem suficientemente fortes para levar a banda mais além?
Começando a sua carreira em 1992 com o disco homónimo, os Ocean Colour Scene (OCS) mais pareciam condenados ao esquecimento. Empacotados na mesma cena de Madchester, o seu álbum peca por tardio e já estar fora de tempo, o que fazia crêr que antes do ser já eram. No entanto, nos quatro anos que passaram entre essa estreia e este soberbo Moseley Shoals, algo de muito importante aconteceu à banda. Paul Weller e Noel Gallagher propuseram-se a ajudar o grupo de Birmingham. Passaram a ser uma banda mais compacta e mais confiante, isto aliando ao facto de o vocalista, Simon Fowler, ter uma das vozes mais poderosas dos últimos anos, ao nível de um Steve Winwood.
O disco começa de uma forma imperial. "The Riverboat Song" é tudo o que poderiamos querer de uma música Rock. Voz poderosa, riffs energéticos e bateria forte.
Muito se falou de os Oasis serem os novos Beatles, no entanto, quem tem melodias mais parecidas são os OCS. "The Day We Caught the Train" é uma mistura de "I Am the Walrus" com "Hey Jude".
O disco continua com músicas com influências de Beatles, Stones mas também de Small Faces e do próprio Weller. É daqueles discos escondidos que sabem bem voltar a ouvir aqui e ali. Não é essencial mas é bom.

20 maio 2009

Kula Shaker - Peasants, Pigs & Astronauts (1999)

Imaginem que o George Harrison teve um filho. Quer dizer, ele teve mesmo mas disso falaremos mais tarde. Imaginem que a sua incursão pela cultura ocidental nos anos 60 e maturada nos anos 70 tinha dado um fruto que viria a despontar em plena época da Britpop, onde Oasis,Pulp,Suede e Blur dominavam o panorama. Esse fruto tem um nome - Crispian Mills, filho de tal realizador e X actriz e neto de outros quaisquer conhecidos no panorama britânico que só eles mesmo dão interesse. Nascido num meio artístico, cedo o petiz Crispian veio a ter um crescente afecto pela arte oriental, dado ter acordado a meio da noite a pensar que um dia tudo acabaria, mas em quê? A resposta viria em forma de livro, mais concretamente no Mahābhārata e tornou-se vegetariano, apesar de, mais tarde admitindo, influenciado por uma garota que gostava.
Influenciado por bandas como Peter,Paul & Mary, The Kinks, Deep Purple e Doors misturado com uma boa dose de LSD, o jovem Crispian descobriu que podia fazer música actual baseada no passado e perfumada com incenso oriental. Para quem cresceu a ouvir Wham! e Duran Duran foi um acto de coragem! Com o ácido veio a perspectiva de outro mundo. "Radhe Radhe Radhe Jai Jai Jai Sri Radhe!"
Apesar de virem com 30 anos anos de atraso, os Kula Shaker são uma banda essencial no panorama musical. Músicas como "Great Hosannah, "Mystical Machine Gun", "Shower Your Love" e "Timeworm" trazem do melhor que pode se conseguir da junção do Este com o Oeste.
Apesar de só terem tido dois discos no auge da sua carreira, K( 1996) e este Peasants,Pigs and Astronauts, os Kula reuniram-se para mais uma parceria com Strangefolk (2007). O resultado apesar de não ser fraco, já não capta a essência que tornou os Kula Shaker na banda mítica dos anos 90. Mas o que foi antes pode ser depois. Não existe um tempo. O espaço é único.
Ohm namah shivaya
Ohm namah shivaya
Ohm namah shivaya
Ohm namah shivaya
Namaste!

03 fevereiro 2009

Sobre Um Rapaz

"About A Son" (2006) é um documentário impressionista sobre Kurt Cobain, feito com relatos áudio do próprio, captados um ano antes do seu suicídio em 1994.
Como pano de fundo, o realizador escolheu imagens captadas em alta definição da cidade de Seattle, a terra natal de Cobain, situada no estado de Washington.
Apesar de ser um documentário esteticamente impressionante, considero que os relatos duros sobre as vivências atribuladas do músico são demasiado redutores.
O maior contributo de Cobain, foi, sem dúvida, a sua música, e isso ouve-se pouco.
No entanto, gostaria de salientar, o trabalho de fotografia e as composições de Bruce Springsteen que encaixam na perfeição na atmosfera cinzenta de Seattle.
Tal com tinha acontecido em Last Days de Gus Van Sant, um realizador que admiro, não devemos julgar ninguém apenas pelos momentos que antecederam a sua morte.

20 janeiro 2005

The La's - The La's (1990)

A história dos The La's confunde-se com a do seu primeiro álbum. Exactamente por ter sido o seu único. The La's, álbum homónimo da banda de Liverpool, reeditado em 2001 com músicas extra, dá-nos a conhecer um projecto de um grupo tumultuoso que deveria ter continuado a escrever mais material, dado à qualidade significativa do seu primeiro e único disco.
Muitos neste momento devem estar a comentar quem serão esses tais de La's que nunca ouvi falar. Pois, confesso que a primeira vez que ouvi falar dos La's foi na Vh-1, quando ainda tinha alguma qualidade, com o single There She Goes. Esse mesmo que ouvimos há pouco tempo, numa cover(mais uma) dos Sixpence None The Ritcher(copistas). There She Goes é um dos lados dos The La's, mais pop é certo, mas com qualidade. Ao ouvirmos o álbum conseguimos ver de onde veio inspiração para algumas bandas Britânicas, nomeadamente os Oasis por Noel Gallagher e The Coral, mais um grupo de Liverpool que conta já com três albuns de grande qualidade.
Percebe-se, então, que os La's tiveram um bom marco na história da música, apesar da sua curta carreira discográfica, a fazer lembrar os The Verve.
Fica-nos a sua música que, apesar de escassa, marcou uma série de bandas posteriores.
Para fãs da Britpop e não só, recomenda-se a audição. Não se vão arrepender.