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30 março 2010

Mundo Cão - A Geração da Matilha (2009)

Formados em 2001, contam com a ajuda preciosa do seu patrício Adolfo “Luxúria” Canibal. Com origem em Braga, têm vindo a conquistar o panorama musical nacional. Com participações em festivais como Live Earth, Paredes de Coura e Super Bock, Super Rock. Um dos seus maiores momentos foi quando actuaram na primeira parte do concerto de AC/DC no Estádio de Alvalade.
Apesar do seu nome fazer lembrar os Ornatos Violeta, há uma forte aproximação aos Mão Morta. Não só pelas letras de Adolfo Luxúria Canibal, mas também pela presença de Miguel Pedro e Vasco Vaz nos Mundo Cão.
A banda liderada por Pedro Laginha tem previsto um novo álbum para 2011. Até lá resta-nos explorar “A Geração da Matilha”. Álbum que veio a suceder a “Mundo Cão 2007”, com o excelente single “Morfina”.
“A Geração da Matilha”, é um disco bem trabalhado. Onde se destacam as seguintes faixas:
“Ordena que te Ame”, “Amantes Sem Sal”, “Tu Não És Princesa” e “Hoje e Sempre Amén”.
O rock português está vivo e recomenda-se.

24 março 2010

Fanfarlo - Reservoir (2009)

Os Fanfarlo são uma banda formada em Londres, em 2006, apesar do seu mentor, Simon Balthazar, ser original da Suécia. Após o lançamento de vários singles no espaço de tempo que separa a criação da banda com o ano de 2009, lançaram já perto do final do ano passado este Reservoir, álbum de estreia. E na minha perspectiva, não se saíram nada mal. É um som que numa primeira audição se fica com a sensação "Já ouvi isto em qualquer lado", mas no fundo não, não ouvimos, ou pelo menos não assim, misturado desta forma. É que aqui encontra-se um pouco de Arcade Fire, de Beirut, contando também com uns toques de Clap Your Hands Say Yeah! e The Antlers, criando um som bom de ouvir (para quem também gostar das bandas referidas, claro). Às vezes não é preciso algo de totalmente original para nos animar, e este Reservoir é isso mesmo - um docinho para nos animar uns tempos.
Uma pequena trivia question, a rapariga na capa do álbum não é mais nem menos que Sigurrós, irmã mais nova de Jón Þór Birgisson, e inspiração para o nome da banda islandesa, dada a amizade existente entre Jon e Simon.
Olhando para a lista dos temas, destaco "Luna", "The Walls are Coming Down" e "Harold T. Wilkins, Or How To Wait For A Very Long Time" como as mais animadas e interessantes, e que criam um bichinho na nossa cabeça. Acho que merece uma audição (caso contrário também nem sequer aqui colocaria, mas pronto).

Enjoy!

18 março 2010

Radiohead - Amnesiac (2001)

Amnesiac foi lançado uns breves 8 meses após Kid A, sendo que ambos foram gravados no mesmo processo de criação (à excepção de "Life in a Glasshouse", única música gravada já após o lançamento do álbum anterior). Por essa altura, ainda toda a gente estava a tentar lidar com Kid A, a opinião pública (fãs e críticos, que naturalmente, vale o que vale...) estava completamente dividida, e os primeiros rumores eram de que tinha sido um mero devaneio e que Amnesiac seria, esse sim, o álbum a sério dos Radiohead de Ok Computer. Pois bem, se dúvidas houvesse relativamente à direcção escolhida pela banda, "Packt Like Sardines In A Crushd Tin Box", música de abertura deste álbum, acaba definitivamente com elas. Foi o demonstrar de uma forma clara que "there's no turning back", de uma forma bem simples, com uma batida electrónica, umas mescla de sons ambiente, zero guitarras e várias repetições da frase "I'm a reasonable man, Get off my case." Daqui arrancamos para uma excelente combinação de piano, cordas e voz em "Pyramid Song" (primeiro single a ser lançado desde 1998), que nos fala de um anjo de olhos pretos, de passado e futuro, e a mim me faz sentir num ambiente confortável, calmo, como se num sonho. 
"Pulk/Pull Revolving Doors" e "Hunting Bears" são os momentos mais abstratos do álbum, quiçá da inteira carreira dos Radiohead. Mas a meu ver, enquanto que a primeira é incómoda aos nossos sentidos, a segunda é um interessante exercício de minimalismo. Temos também no álbum uma versão alternativa de "Morning Bell", já presente em Kid A, "You and Whose Army?", em crescendo, e 2 músicas mais próximas de OK Computer - "Dollars & Cents" e "Knives Out". A terminar, os Radiohead nunca, mas nunca nos desapontam. "Like Spinning Plates" e "Life in a Glasshouse" formam como que um grand finale em duas partes, começando com um sentimento de termos entrando nalgum vortéx, em que tudo à nossa volta gira, para quando já nada esperamos entrar Yorke e a sua voz esplendorosa para nos tentar explicar um pouco o que é esse sentimento - Spinning Plates. Logo a seguir e ainda sem nos apercebermos bem o que foi aquilo, "Life in a Glasshouse" traz-nos um arranque calmo e suave em ritmo de free-jazz e leva-nos depois a um apoteose com trombone, clarinete e trompete a irromper com toda a sua magnitude.
Em resumo, este Amnesiac serviu para consolidar aquilo que Kid A trouxera: uns Radiohead inventivos e breakthrough (não consigo encontrar a palavra perfeita em português para traduzir isto) e que abriram portas para um mundo novo, o do pós-rock. Chega agora a melhor parte - a da audição. Carregando no play abaixo poderão recordar ou descobrir este excelente álbum.

Enjoy!

14 março 2010

Broken Bells - Broken Bells (2009)

Broken Bells é o primeiro álbum homónimo da nova banda de James Mercer (The Shins).
Para quem estava a salivar por um novo álbum dos Shins, este trabalho vai certamente matar saudades.
No entanto, James Mercer soube inovar com este projecto paralelo. Broken Bells tem um flavour electrónico e experimental - Brian Eno como referência, segundo consta - que o distancia, na positiva, do indie pop inspirador dos Shins.
Em jeito de trivialidade inútil como gosto de fazer, Michael Moore, o brilhante documentarista, ficou fã da banda durante a sua recente hospitalização. Segundo o realizador, em entrevista no late night, o seu médico usou "Broken Bells" como banda sonora durante o operatório e isso ajudou muito na recuperação do sua apendicite.
Ainda estou refastelado no sofá a digerir este agradável "Broken Bells" e certamente voltarei a ele brevemente.

12 março 2010

Radiohead - Kid A (2000)

Ano 2000. Já tinha passado a possibilidade de o mundo acabar na mudança de milénio, e o pânico lançado pelo "montanha pariu um rato" bug Y2K. Já a população do mundo e especialmente a que habita os Estados Unidos da América pensava que tudo não tinha passado de uma grande esquema para alarmar o pessoal, levá-los a frenesim consumista de armazenamento de bens de primeira necessidade, quando, já o ano ia em Outubro, acontece o verdadeiro choque que abanou a Terra - o lançamento deste Kid A. Ninguém estava à espera de uma mudança tão radical de registo após OK Computer e como tal este álbum foi encarado como tendo apenas um objectivo - diminuir a sua base de fãs e com isso conseguir reduzir o desgaste causado pelo sucesso, as tours, as necessidades de promoção, com as quais Thom Yorke nunca lidou bem. Mas isto não passou de uma primeira reacção histérica, que eu próprio, posso admitir, também senti quando primeiro coloquei os ouvidos neste Kid A. É que na realidade este ábum faz todo o sentido e encaixa totalmente na evolução de uma banda que nunca foi de fazer mais do mesmo, mas sim de procurar caminhos diferentes para evoluir, experimentar, sem receios de que críticos e fãs deixassem de gostar deles. Mas esta não foi (mais uma vez) uma decisão consensual no seio da banda, e chegou mesmo a ameaçar que a mesma terminasse, uma vez que enquanto Yorke e Jonny Greenwood queriam ir por algo cada vez mais experimental, os restantes membros estavam mais virados para um seguimento simples de Ok Computer. No fundo, os Radiohead dão a ideia que precisam deste conflito interno para trazer ao de cima o melhor deles mesmo, e o processo de gravação de Kid A não foi diferente dos anteriores. O resultado, esse sim, é que foi diferente. Afinal de contas, o mundo também já estava bastante diferente.
 Este experimentalismo, inovação, está presente nas várias faixas do álbum. No ambiente sónico com várias vozes sampladas à volta da voz de Yorke em "Everything In Its Right Place", voz esta que foi totalmente transfigurada para "Kid A", a acompanhar uma melodia com aparência infantil. O baixo no ínicio de "The National Anthem", acompanhado com o som de um Ondes Martenot usado por Jonny Greenwood que desaguam numa forma de free-jazz bastante intenso. O exercício de "Treefingers", que mais não é do que o feedback da guitarra de Ed O'Brien trabalhado e organizado por Yorke no seu computador. O atirarem-se para fora de pé, mais concretamente ao campo da música electrónica com uma forte influência de uns Aphex Twin em "Idioteque", para depois terminar o álbum com a tranquilidade aparente de "Morning Bell" e "Motion Picture Soundtrack", esta última uma música que foi escrita para "Pablo Honey" e foi sendo sucessivamente adiada a sua presença em disco.
É um disco que a cada ano que passa me parece melhor, realmente inovador e que serviu para virar uma página na história da banda. E da história da música também.

08 março 2010

Kasabian - West Ryder Pauper Lunatic Asylum (2009)

Após o êxito de singles como Club Foot, L.S.F. Cutt Off e Empire, estão de volta com um álbum que serve com um óptimo aperitivo para os festivais de verão.
Com a saída de Chris Karloff, teclista, guitarrista e compositor da maioria das músicas de Kasabian, aguardava-se com expectativa qual seria o rumo a seguir por esta banda inglesa. No álbum Empire, Karloff, chegou a escrever três músicas.
O disco começou a ser trabalhado em 2007, ano em que saíram dois singles, Fast Fuse e Thick As Thieves, que fazem parte do trabalho lançado em 2009.
Recomendo vivamente o presente álbum, nomeadamente as faixas “Underdog”, “Where Did All the Love Go?”, “Fast Fuse”, “Vlad the Impaler” e “Fire”.
Eleito como melhor álbum, pelo NME Awards no dia 24 de Fevereiro de 2010. Teremos oportunidade de ouvir os Kasabian no Optimus Alive no dia 8 de Julho de 2010.

09 fevereiro 2010

Relacionado #38

LICHENS
Mais uma vez a ZDB mostra porque é, realmente, uma das melhores casas de concerto em Lisboa. Não só tem uma boa localização e bom ambiente como traz, quase sempre, grandes músicos a preços irrisórios. Amanhã, dia 10, às 22h, é a vez de Lichens, pseudónimo para Robert A. Lowe. Este músico traz consigo na bagagem um projecto experimental com ambientes hipnóticos e psicadélicos com uma grande carga de improviso. Não será apenas mais um concerto. A não perder. Aqui fica um excerto de um concerto em Paris.

Relacionado #37

KATE NASH
Confesso que não sou grande fã de covers, acho-as ou demasiado presas ao original ou então demasiado desconstrutivas, perdendo-se a essência da mesma. Além de que o original é, quase sempre, melhor que covers. Aqui o caso confirma a regra, o original é melhor, no entanto, há qualquer coisa na voz e piano desta senhora, Kate Nash, que acrescenta uma doçura à música dos Arctic Monkeys. De valor.

Relacionado #36

OH NO ONODa Dinamarca chega-nos uma daquelas bandas que, provavelmente, vai dar algo que falar. Originários de Aalborg, os Oh No Ono começaram a dar os primeiros passos em 2003, acabando por lançar o seu primeiro disco de originais em 2006 de seu nome Yes. Uma alusão à palavra que fez Lennon se enamorar da artista japonesa. No entanto acabou por passar completamente despercebido. Três anos mais tarde chega-nos, agora, o sucessor, Eggs, gravado em estúdios e igrejas mas também em florestas, praias e fábricas abandonadas, que contêm uma atmosfera que podia ser usada em filmes de Tim Burton, por exemplo. Aqui fica "Swim".

04 fevereiro 2010

Beirut: Pompeii

Estava para pôr aqui uma das músicas deste EP, mas as duas têm algo de siamesas, de certa forma complementam-se, e são complicadas de separar. Pompeii, um dos 3 EP de Beirut em 2007, apresenta-nos uma melancolia esperançosa, num registo de Zach Condon diferente do habitual.

03 fevereiro 2010

Archie Bronson Outfit - Derdang Derdang (2006)

Quando em 2003 foi editado o primeiro álbum dos Kings of Leon, o povo americano pareceu não querer saber muito desta banda com ar rafeiro que ia buscar sonoridades aos anos 70 tipo Lynyrd Skynyrd ou Creedence Clearwater Revival. Foi preciso serem os ingleses a descobrirem aqueles que, uns anos mais tarde, acabariam por encher estádios em nome próprio e uma das maiores bandas destes últimos anos. Dois anos após Youth & Young Manhood, uma nova banda norte-americana também acabaria por ser descoberta apenas pelo mercado britânico. De seu nome Archie Bronson Outfit. O primeiro disco, Fur, foi apenas um começo para aquilo que viria a seguir apenas um ano depois. Derdang Derdang, produzido em Nashville por Jacquire King, o mesmo que produziu discos de Tom Waits e Kings of Leon, é aquilo que se pode chamar de rock sujo e bruto com letras de angústia, como são exemplo as músicas "Cherry Lips", "Kink", "Dart For My Sweetheart" ou "Modern Lovers". São 11 músicas quase sempre a rasgar a fazer relembrar a má fama do antigo Rock. Derdang Derdang está, provavelmente, naquela lista de grandes discos que passaram despercebidos um pouco por todo o lado. Nunca irão, certamente, ter o mesmo sucesso que os Kings of Leon mas, se calhar, ainda bem...

02 fevereiro 2010

Relacionado #35

MYSTERY JETS
E porque parece que sempre que há uma banda que já tem o peso dos Arctic Monkeys, a primeira parte do concerto é acessório, proponho uma audição dos Mystery Jets que estarão amanhã a abrir para a banda de Sheffield. Aqui fica "Young Love".

01 fevereiro 2010

29 janeiro 2010

Aparentemente relacionado #3

WAVE MACHINES
Sexta-feira à tarde e ainda tenho de acabar umas coisas... Um berbequim fura a parede ao lado e fornica o meu timpano... De repente, a colega da sala ao lado lembra-se de pôr Iran Costa para abafar o som irritante. Costa a limpar um berbequim está como que um mau ambientador num péssimo wc. O cenário é dramático e eu socorro-me à memória de um belo concerto no Maxime: Wave Machines.

28 janeiro 2010

Relacionado #34

ROYAL BANGS
Originários de Knoxville, Tennessee, chegam-nos os Royal Bangs, uma banda que parece ir numa linha parecida à dos TV on the Radio. Oriundos de uma região que pouca tradição tem de rock alternativo, os Royal Bangs já contam com dois discos. Deixo-vos aqui "My Car Is Haunted" de 2009.

27 janeiro 2010

Aparentemente Relacionado #2

Em semana de Radiohead no Altamont trago-vos um remix da música Eraser de Thom Yorke. Regra geral não gosto de remix, mas deste gosto e apresenta a vantagem de me fazer querer dançar sem a forte vontade de agredir o meu fígado.

26 janeiro 2010

Relacionado #33

SUN ARAW
Cameron Stallone, também conhecido por Sun Araw, é uma daquelas figuras que nos faz acreditar que o mundo da música não está apenas submetido ao tradicional "banda grava disco, editora lança-o, pessoas compram-no e concertos esgotam". Não. Sun Araw nada tem de convencial nem a sua música. Catalogada como Drone Rock ou que quer que isso queira dizer, as músicas são uma espécie de trip em ácidos misturada com algum experimentalismo. À vossa consideração fica "Horse Steppin'" do álbum Beach Head de 2008.

Keith Fullerton Whitman

Meter isto no ipod e ouvir bem alto com uns bons headphones. Senão nem vale a pena.

25 janeiro 2010

Relacionado #32

BUGS IN THE DARK
Bem, Brooklyin continua a ser o centro musical norte-americano do momento e isso é completamente indesmentível. A quantidade de bandas que têm surgido deste burrough nova-iorquino desde há menos de dez anos é impressionante e já foi aqui comentado. Desta vez a escolha não incide em meninos bonitos do indie rock mais comercial mas sim nos tipos que foram buscar inspiração a bandas como Sonic Youth, Blonde Redhead, Pixies ou Sleater Kinney. Bugs In the Dark de seu nome, uma banda que tem vindo a ganhar mais atenção por parte do público. Deixo-vos "Paranoia".


22 janeiro 2010

Jandek

Bem sei que Phil Niblock é um osso duro de roer e que muito de vos estao mais preparados para fazer uma endoscopia do que para ouvir música electronica abstracta.
Por isso deixo-vos aqui uma outra sugestão provavelmente mais apropriada aos gostos da malta da música indie com vertente folk. E por falar em música indie (conceito ja tão debatido por estas bandas), haverá indie mais indie que o projecto Jandek?
Jandek nasceu em 1978 (mas o autor de Jandek cre-se ter nascido por volta de 1945).
Nos ultimos 10 anos, Jandek gravou uma média de 3,4 albuns/ano (e e por isso que ja vai com 60 albuns).
Jandek deu duas entrevistas na vida (e por isso é que ninguem sabe nada dele...)
Jandek vem a Portugal, para não perder amanha no Teatro Municipal Maria Matos, acompanhado pelo lisboetas Sei Miguel, André Abel e Peter Bastien. Por favor não faltem. Vão por mim.

Deixo-vos aqui o album Telegraph Melts, em que o free jazz se mescla com o folk de uma maneira particularmente interessante.