29 fevereiro 2012

Vem Aí Festival!: Vodafone Mexefest Porto

E com isto estamos a dois passos de começar este primeiro festival. E, no meu caso, como disse o Alex, também lá estaria não fosse o Primavera estrear-se em solo nacional, mais por daqui a uns meses. Porque de facto está aqui um cartaz bem interessante! Para além da lusophonia toda falada pelo Du, e para além de Twin Shadow, St. Vincent, Foals em formato DJ e Josh Rouse, temos ainda nomes como Hanni El Khatib, Cass McCombs, Fink ou Russian Red.

Começo por destacar Hanni El Khatib, um norte-americano de ascendência palestino-filipina, e que foi presença constante nas listas de melhores álbuns do ano (2011) com o seu "Will The Guns Come Out". Excelente primeiro registo a não perder e concerto que promete.

Cass McCombs por sua vez, regressa mais uma vez a Portugal. Vem apresentar o seu último disco "Humor Risk", também de 2011. Já tem um curriculum extenso, desde 2002 já editou 7 álbuns, e promete criar um ambiente muito acolhedor no Teatro Sá da Bandeira.

No mesmo tipo de registo temos Fink, nome de código para Fin Greenall, um inglês que anda nestas lides desde um pouco antes do ano 2000 e que já conta com 5 álbuns. Virá mostrar o seu último intitulado "Perfect Darkness" no Ateneu Comercial do Porto.

Por fim destaco a espanhola Lourdes Hernandez, que se apresenta como Russian Red. Vem dar a conhecer-se ao público português com dois discos na manga. O último da sua ainda muito curta carreira intitula-se "Fuerteventura", mas não se deixem enganar pois canta em inglês. Para escutar tranquilamente.

Última nota para os já falados Josh Rouse, Twin Shadow e St.Vincent: é tentar não perder qualquer um deles. Mas apesar do festival chamar-se Mexe, se puderem mexam-se quase só para dançar porque estar sempre a ir de um lado para o outro pode resultar em não se ver nada.


28 fevereiro 2012

Vem Aí Festival!: Vodafone Mexefest Porto

Começo o meu artigo por me pronunciar sobre o nome que atribuíram a este festival que nos obriga a andar sempre de um lado para o outro - não gosto. Percebo que com a mudança de patrocinador o nome teria de ser forçosamente outro, mas sinceramente, acho que poderiam ter arranjado algo melhor. Mexefest não me soa bem, o que hei-de fazer? Agora não sei se por forma a compensar isso mesmo ou não, o que é facto é que o novo patrocinador apostou em dar uma nova vida a este festival urbano, chamando mais bandas e fazendo a extensão à cidade do Porto. Apostando em boas e novas bandas nacionais (como o Du bem demonstrou no post abaixo), bem conjugadas com nomes estrangeiros já consolidados, casos de Josh Rouse, St. Vincent, Twin Shadow (que estará para comprar casa em Portugal, de tantas vezes que cá vem).  Não fosse o facto de haver este ano um Primavera Sound e teria pensado em dar um salto à Invicta para este Mexefest, pelos motivos que acima referi, boa oportunidade para ver as bandas portuguesas, dar uma real oportunidade a St. Vincent que tenho o álbum novo por ouvir, ver o que fazem os Foals em formato dj set. Mas especialmente para rever o meu querido Rouse, Josh Rouse. A espalhar a sua love vibration.

Vem Aí Festival!: Vodafone Mexefest Porto

Depois da edição esgotada em Lisboa, o Mexefest sobe ao Porto.
Este festival é o que há em Portugal de mais parecido com o South By Southwest, e ainda bem que este ano também vai ao Porto (o festival, com outro nome, já existe em Lisboa desde 2008). Em mais de 10 salas, há concertos sucessivos, durante 2 dias e neste artigo apresento 13 razões para ir ao Mexefest. São 13 bandas ou artistas portugueses, que merecem a pena ser vistos e ouvidos.

À cabeça, temos os Supernada - mais uma das bandas do prolífero Manel Cruz dos Ornatos Violeta. Os Supernada existem desde 2002, mas só agora vão editar o primeiro álbum. O concerto no Mexefest é um dos primeiros em muito tempo, e já devem ser apresentadas as versões finais das músicas que vão entrar no disco "Nada É Possível", a lançar em Março. Valia a pena ir ao Porto só para ver este concerto, até porque é na cidade natal da banda, e nestes casos, os músicos dão sempre o melhor de si.

De Lisboa para a Invicta, viajam os Capitão Fausto - outro dos principais destaques do Mexefest. Já aqui se falou deles e se disse que ao vivo são fantásticos, e cada concerto é uma festa, e para quem nunca ouviu, ao vivo é (ainda) melhor do que em disco.

Neste festival, há várias bandas do norte do país (óptimo sinal de vitalidade e criatividade), e há 2 nomes de Barcelos que devem ser fixados - Glockenwise e Alto! Os primeiros são rapazes novos, na casa dos 20 anos, e esta é a sua primeira banda a sério. Os segundos também só têm um disco, que sai em breve, mas a banda é formada por gente que veio dos Black Bombaim e Green Machine. De Barcelos chega-nos então rock verdadeiro, com roupa de ganga a sério.

Também lá de cima, do Porto, são os Best Youth - uma das novas sensações da pop rock electrónica cantada por uma miúda de voz sensual. Muita curiosidade para ver como tocam ao vivo as canções do disco de estreia. Vão ser alvo de um artigo nestas páginas muito em breve.

Além destes destques, a armada lusa que vai ao Mexefest inclui ainda outras bandas que merecem ser vistas - desde os Ladrões do Tempo, a nova banda de Zé Pedro dos Xutos, aos Lacraus - a banda mais antiga da Flor Caveira. Os virtuosos também têm espaço no festival - o guitarrista Norberto Lobo, que tem um disco ainda fresco, e que foi dos melhores feitos em Portugal em 2011; e o pianista Tiago Sousa, também com disco editado no ano passado.

David Pires, dos Pontos Negros, e Diego Armés, dos Feromona, deixam de lado o rock das suas bandas, e apresentam-se agora cada um a solo, no formato intimista da guitarra acústica.

Se fosse só pelo contingente português, já valia a pena ir ao Mexefest no Porto.

26 fevereiro 2012

Agenda da Semana - 27 Fevereiro a 4 Março

A realização do primeiro festival de 2012 chega esta semana, na cidade invicta, com a primeira edição do Vodafone MexeFest nesta cidade. O maior destaque da semana traz-nos nomes como Twin Shadow, St.Vincent, Josh Rouse, Cass McCombs ou Hanni El Khatib, entre muitos outros. Em Lisboa também vamos ter uma semana cheia, a começar desde logo com os nossos You Can't Win Charlie Brown e ainda Fink (que também estará no MexeFest), Martina Topley-Bird e Glenn Jones. Uma semana em grande, para desfrutar.

Agenda:

29. You Can't Win Charlie Brown - Cinema São Jorge, Lx
1. Noiserv + The Poppers - Espaço Nimas, Lx
2. Martina Topley-Bird - Cine Teatro, Estarreja
2. Fink - MusicBox, Lx
2. St. Vincent + Cass McCombs + Supernada + Niki & The Dove + King Krule + Capitão Fausto + Best Youth + Russian Red + outros - Vodafone MexeFest, Porto
3. Twin Shadow + The Do + Hanni El Khatib + The Glockenwise + Josh Rouse + Fink + Dillon + outros - Vodafone MexeFest, Porto
3. Martina Topley-Bird - MusicBox, Lx
3. Glenn Jones + Filho da Mãe - Galeria ZdB, Lx

You Can't Win Charlie Brown @ Cinema São Jorge


Hanni El Khatib @ Vodafone MexeFest

23 fevereiro 2012

Altamont Recomenda

Projecto paralelo de Cassie Ramone, das Vivian Girls, os The Babies são uma banda do bairro nova-iorquino de Brooklyn, a seguir com interesse e expectativa.

22 fevereiro 2012

Álbum de Estimação: Mad Caddies - "Quality Soft Core" (1997)

No meio da música alternativa, do indie, do grunge, do rock e outros géneros musicais que para aí andam, há um que sempre me cativou pela sua energia e boa onda: o Ska. Este género acaba por ser uma mistura de Punk com Reggae, como se metêssemos umas cristas e uns casacos de cabedal mais umas rastas numa 1, 2, 3 e temos o Ska. Isto para falar do álbum de estimação que vos transmito, porque, na verdade, a origem do Ska é bem diferente (vem da Jamaica e começou por ser uma fusão da música das caraíbas com o Jazz Americano e os Blues - fica para outras núpcias).

Mas para os Mad Caddies é isso, meio Punk-Rock meio Reggae acelerado, o chamado third-wave ska. E este "Quality Soft Core", de 1997, demonstra isso mesmo: uma incursão pelas guitarras distorcidas neste género, em vez dos ritmos mais suaves dos Blues. E com bastante intervenção da trompete.

"Quality Soft Core" é então o primeiro longa duração desta banda norte-americana que passa por Portugal praticamente anualmente. É composto por 13 canções, todas elas com grande ritmo e que a única coisa que não dão é vontade de ficar parado. Recomendo "No Se", uma das minhas preferidas.

mad caddies quality by Francisco Pereira on Grooveshark

19 fevereiro 2012

Agenda da Semana - 20 a 26 Fevereiro

Para a semana do Carnaval o Altamont recomenda uma mão cheia de concertos. Os Gift continuam o seu périplo nacional, desta feita com concerto no Theatro Circo em Braga, os Lacraus apresentam-se no Cinema São Jorge antes de viajarem até ao festival Vodafone MexeFest no Porto, os Julie & the Carjackers tocam no Lux, numa espécie de tributo aos Beatles e amanhã, os Ena Pá 2000 presenteiam a sala TMN ao Vivo com uma bela festa de Carnaval. Temos ainda Horse Meet Disco e Moullinex em sessões no Lux. Mas o maior destaque será para o projecto Megafaun, dia 24 no MusicBox, música folk um pouco ao estilo de Foals-meets-Bon Iver.

20. Ena Pá 2000 - TMN ao Vivo!, Lx
20. Horse Meat Disco - Lux, Lx
23. Os Lacraus - Cinema São Jorge, Lx
23. Moullinex - Lux, Lx
24. Julie & The Carjackers play Revolver by The Beatles - Lux, Lx
24. Megafaun + Alto! - MusicBox, Lx
25. The Gift - Theatro Circo, Braga
25. Best Youth - CC Vila Flor, Guimarães

Megafaun


Moullinex

18 fevereiro 2012

Álbum de Estimação: Alan Price - "O Lucky Man!" (1973)


Começo por dizer-vos que este disco está há apenas pouco tempo na minha própria categoria de discos de estimação. Confesso que até há bem pouco tempo não conhecia o sujeito em questão nem tão pouco o filme que originou esta banda sonora. Mas tudo tem um princípio e este surge com a dica de um amigo, Toix da Silva de seu nome, fotógrafo de profissão, exilado em terras de ultra-mar mas que nunca descurou o bom gosto ao longo dos anos.
Foi-me, então, recomendado o visionamento de "um dos filmes mais marados que já vi na vida". "Tem uma banda sonora do caraças, parece-me que é dos Emerson, Lake and Palmer e é com o tipo do Laranja Mecânica". Bastou-me estas poucas palavras para me comprar.
De difícil achamento em lojas da especialidade, fui pelas vias menos legais e consegui tê-lo em minha posse. Visualizei-o há cerca de dois meses e posso dizer que é daqueles filmes que ainda hoje em dia faz a diferença. Um espécie de peça teatral surreal, intervalada aqui e ali com intervenções de sessões de estúdio de Alan Price como se fosse dele dependesse toda a verdade absoluta do mundo.
Ora e quem é este Alan Price? Bem, a sua carreira começou como teclista dos Animals, mas cedo abandonou essa ocupação e atirou-se numa carreira a solo, passando sempre meio despercebido até ter sido o mentor desta banda sonora. São apenas 25 minutos distribuídos por 10 músicas onde o piano e/ou orgão são a força dominante e cada uma, individualmente, relata as peripécias do nosso heroí, Malcom Mcdowell, antigo compinska, aqui um vendedor ambulante de café. Um tipo super motivado em ser o melhor vendedor de sempre, passando por provas verdadeiramente e literalmente surreais. Um filme que hoje em dia, provavelmente, não teria saído da mesa de rascunho dada a sua complexidade e absurdo. 
Para (re)descobrir, tanto o filme como a banda sonora. Por ora, podem começar com a última. Boa viagem...

PS: Toix, a banda sonora não era dos Emerson, Lake and Palmer como podes constatar mas, em tua defesa, fica a informação que a dita banda progressiva também tem uma música com esse nome.



O Lucky man by Frederico Figueiredo on Grooveshark

17 fevereiro 2012

Altamont Recomenda:

Da Suécia chegam-nos estas First Aid Kit. Duas irmãs que fazem um som que se assemelha muito ao dos Fleet Foxes ou Midlake. (Mais) uma boa surpresa vinda da Escandinávia...

16 fevereiro 2012

O Ardina informa: Vodafone MexeFest - Porto

Após uma primeira edição em dezembro passado, pela Av. da Liberdade afora, o Vodafone MexeFest apresenta-se na Invicta nos próximos dias 2 e 3 de Março. Marcam-se já os lugares no Coliseu, no cinema Passos Manuel, no Maus Hábitos, no mítcio Café Majestic, entre muitos outros locais para ver um óptimo cartaz, onde constam nomes como Twin Shadow, Cass McCombs, St. Vincent ou Hanni El Khatib.

O pontapé de saída será dado então no dia 2, pelos portugueses Capitão Fausto, no Café Guarany, pelas 18h20 e só pelas 6h00 do dia 3 é que termina a festa do primeiro dia. Muitas horas com mais de 40 artistas, bandas ou projectos.

O cartaz é este:

Dia 2
Coliseu: Niki & The Dove; St. Vincent
Garagem Vodafone FM: Capitão Fausto; King Krule
Cinema Passos Manuel: Norberto Lobo; Salto
Maus Hábitos: Best Youth; Emika
Café Majestic: Tiago Sousa
Fnac Sta. Catarina: Alto!
Ateneu Comercial do Porto: Dani Black; Russian Red
Teatro Sá da Bandeira: Cass McCombs; Supernada
Café Guarany: Capitão Fausto
Pitch Club: André Cascais; Makam
Pitch Club (bar): Rui Murka; Tiger & Woods; Social Disco Club
Pitch Club (basement): 1ª Linha Soundsystem

Dia 3
Coliseu: The Do; Twin Shadow
Garagem Vodafone FM: The Glockenwise; Hanni El Khatib
Cinema Passos Manuel: Dillon; Ladrões do Tempo
Maus Hábitos: Lacraus; Foals (dj set)
Café Majestic: Elisa Rodrigues com Júlio Resende
Fnac Sta. Catarina: David Pires; Diego Armés; The Underdos
Ateneu Comercial do Porto: Norton; Fink
Teatro Sá da Bandeira: Josh Rouse; Muchachito e el Trio Infierno
Café Guarany: Lacraus
Pitch Club: Freshkitos
Pitch Club (bar): Rui Trintaeum; Peak & Swift
Pitch Club (basement): Nuno Forte; Beat Bombers

Lusophonia: Os Passos em Volta

The Kids Are Allright!
Recorro aos The Who, para anunciar que a juventude portuguesa está bem. Bastante bem, no que à música diz respeito.
A sustentar estas palavras, trago à conversa a malta da Cafetra Records. Esta é mais uma editora, criada recentemente, por gente nova - neste caso, muito nova mesmo.
A Cafetra começou a ser desenhada em 2008, e nessa altura, alguns dos envolvidos tinham 15 anos.
Nesta altura, a Cafetra já pôs cá fora o seu primeiro disco (Até Morrer d'Os Passos em Volta), e outros estão na calha, para este ano de 2012.
A Cafetra é uma editora comunitária - cada um dos elementos desempenha várias funções, entre elas, tocar numa banda.

Nesta primeira abordagem à Cafetra, começo por falar do primeiro disco - Até Morrer d'Os Passos em Volta.
São 2 raparigas e 3 rapazes, guitarras, baixo, bateria, algumas teclas. E um gosto pelo rock sujo de baixa fidelidade. Já que falo deste conceito, começo por apresentá-los, dizendo que os Passos, na sua curta existência, já fizeram a primeira parte dum concerto de R. Stevie Moore, o pai fundador do lo-fi.
Os Passos em Volta fazem música de forma completamente despreocupada - com 20 anos, não há muitas razões para preocupações. Cantam sobre as festas dos Santos Populares, sobre o filme que viram ontem à noite, ou sobre comer a minha irmã, por trás - e acompanham essas palavras maioritariamente com guitarradas desbragadas e ritmos do punk rock dos anos 90, tudo ao molho, vozes umas por cima das outras, dando a sensação de terem sido gravadas live em estúdio (não sei se foram, mas parece. E isso é bom). Mas este disco não é só "barulho juvenil". Uma das músicas diz-lo logo no título - Acustiquinha. Além deste tema, há outros momentos mais calmos e melodiosos, talvez para descansar os ouvidos, por alguns minutos, antes de voltarem a disparar a sua puerilidade rockeira.

Os Passos em Volta, que foram buscar o nome a um livro de Herberto Hélder, não estão cá para salvar a música portuguesa, nem a música independente, nem a música de baixa fidelidade (expressão portuguesa para lo-fi, usado pelos saxões). Estão cá, para se divertirem, e para nos divertirem a nós, enquanto ouvintes e espectadores dos concerto.
Estão os Passos em Volta, como estão todos os companheiros da Cafetra Records (Kimo Ameba, Pega Monstro, Go Suck a Fuck, 100 Leio, Éme).
Juventude, energia e frescura. E vontade de fazer. Nesta altura, a Cafetra ainda só editou 2 discos, físicos, mas ao longo deste ano, esta barriga lisboeta há de dar à luz mais alguns discos, e dar a conhecer mais novas bandas portuguesas.

Os últimos anos têm visto nascer inúmeras bandas nacionais, filhas, por exemplo, da Amor Fúria, Flor Caveira, Chifre. Não sabemos o que será feito destas bandas daqui a 10 anos, mas se em cada 10 que aparecem, nos lembrarmos de uma, não será mau. E pelo menos, poderemos sempre olhar para os anos 10 do século XXI e lembrar este período fértil e criativo do velho Portugal Musical.

15 fevereiro 2012

O Ardina Grita: OPTIMUS PRIMAVERA SOUND!


A organização do primeiro Optimus Primavera Sound a decorrer em solo português anunciou há momentos, em conferência de imprensa, mais nomes para o Festival. O cartaz estará praticamente fechado e recorde-se, decorrerá no Parque da Cidade, no Porto, nos dias 7, 8, 9 e 10 de Junho.

De realçar que este é um verdadeiro festival alternativo, mesmo tendo em conta a importância que Bjork representa, não é um nome que fique à margem do resto do festival, ao contrário do que acontece no Alive ou, por vezes, no Super Bock Super Rock. Temos então aqui alguns nomes fortes, tanto antigos, caso da já referida Bjork mas também de Codeine, Flaming Lips, Lee Ranaldo, Rufus Wainwright, Spiritualized ou Yo La Tengo, como mais recentes como Beach House, Black Lips, Walkmen, Wilco ou The xx.
Destaco também uma banda que pouco diz à maioria das pessoas mas a qual o Altamont tem grande estima e que já aqui foi referida, The Olivia Tremor Control.

Estando o cartaz já praticamente fechado, parece-nos que poderá ser o grande festival de verão deste ano.

Até ao momento o alinhamento é o seguinte (e por ordem alfabética):

Afghan Whigs; Atlas Sound; Baxter Dury; Beach House; Bigott; Björk; The Black Lips; Codeine; Death Cab For Cutie; Death Grips; Demdike Stare; Dirty Three; The Drums; Erol Alkan; Esperit!; Explosions in the Sky; The Flaming Lips; Forest Swords; Gala Drop; I Break Horses; James Ferraro and the Bodyguard; Jeff Magun (Neutral Milk Hotel); John Talabot (LIVE); Lee Ranaldo; Mujeres; Neon Indian; Numbers Showcase; The Olivia Tremor Control; Other Lives; The Rapture; Rufus Wainwright; St. Etienne; Shellac; Siskiyou; Sleepy Sun; Spiritualized; Tall Firs; Tennis; Thee Oh See; Veronica Falls; The Walkmen; The War on Drugs; Washed Out; Wavves; We Trust; Wilco; Wolves in the Throne Room; The xx; Yann Tiersen; Yo La Tengo


14 fevereiro 2012

No Ouvido: Cage The Elephant - "Thank You, Happy Birthday" (2011)

Como provavelmente a maioria das pessoas, conheci os Cage The Elephant a partir dos singles "Shake Me Down" e "Aberdeen", duas músicas interessantes, que ficam no ouvido mas que, convenhamos, não serão dois portentos da nova música actual. Demorei por isso a pegar no seu último album, "Thank You, Happy Birthday", de onde se extraem estas duas canções. Mas em boa hora os Cage The Elephant reentraram no meu ipod.

Este meninos de Kentucky não andam a virar frangos há muitos anos (este "Thank You, Happy Birthday" é apenas o segundo registo da banda) mas apresentam um som bem interessante! O primeiro disco destes americanos é de 2008, tem nome homónimo e foi bastante bem recebido pela crítica, tanto nos States como na Europa, mas é já com o segundo álbum que os CTE saltam para a ribalta. A sonoridade que apresentam não é inovadora, podemos até dizer que se tratam de uns novos Arctic Monkeys, embora mais fraquinhos (nem todos podem ter o talento de Alex Turner...) mas dentro do género, do rock post-punk são mais uma excelente opção para figurarem num cartaz festivaleiro deste próximo verão.

cage the elephant - thank you by Frederico Figueiredo on Grooveshark

12 fevereiro 2012

Agenda da Semana - 13 a 19 Fevereiro

A semana começa com o maior destaque da semana: Active Child, ao vivo no Lux. Apesar de na página oficial aparecer que o concerto é em Castro Daire, estamos na posição de assegurar que se vai realizar no Lux. Projecto de Pat Grossi, Active Child apresenta o mui aclamado album "You Are All I See". A não perder. E para quem ainda recorda músicas como "Open Your Eyes" ou "Big in Japan", os Guano Apes regressam novamente a Portugal para dose dupla nos 2 coliseus. Último destaque maior vai para os Gift que se apresentam no C.C.B..

Agenda
14. Active Child - Lux, Lx
15. Norberto Lobo & João Lobo - Teatro Maria Matos, Lx
16. The Gift - C.C.B., Lx
16. Guano Apes - Coliseu, Lx
17. The Gift - C.C.B., Lx
17. Guano Apes - Coliseu, Porto
18. Luísa Sobral - Theatro Circo, Braga
18. Norberto Lobo & João Lobo - C.C. Vila Flor, Guimarães
18. Ena Pá 2000 - Hard Club, Porto

10 fevereiro 2012

Banda à Parte: The Beacon Street Union


Em dia de estreia da nova rubrica do Altamont, coube aos Beacon Street Union fazer a inauguração. Para a grande maioria do público este nome não acende o mínimo fogacho de luz na cabeça, no entanto, e pese embora não tenham tido qualquer impacto comercial relevante, têm uma (pequena) obra com qualidade suficiente para serem referidos aqui.

Formados em 1966 em Boston e constituídos por John Lincoln Wright nas vozes, Paul Tartachny na guitarra e voz, Wayne Ulaky no baixo e também nas vozes e, finalmente, pelo baterista Richard Weisburg, os Beacon Street Union (BSU) foram alvos de uma tentativa da editora MGM de recriar em "laboratório" um movimento semelhante ao de São Francisco mas na Costa Este. Deram-lhe o nome de Bosstown Sound onde figuravam outras bandas de New England como os Eden's Children, Orpheus, Ultimate Spinach, entre outros nomes de que ninguém mais vai ouvir falar. Porém este "movimento" não vingou porque era uma coisa não orgânica.

Álbum de Estimação: The Wannadies - "Bagsy Me" (1997)

Os The Wannadies, ou para quem prefira, os Wannadies, nasceram no longínquo ano de 1988, mas para mim (como, penso, para a maioria) apareceram nas nossas vidas com o filme "Romeu & Julieta", aquele com o DiCaprio e a Claire Danes, cheio de tiros e modernices para a altura. Nesse filme (re-)apresentam a "You & Me Song", que na altura me (nos) ficou no ouvido e me levou a procurar um pouco mais. Foi aí que comprei o álbum "Bagsy Me", de 1997, ano em que re-lançaram a tal "You & Me Song". E se esta música ficava nos ouvidos às custas de alguma... fofinhice, o álbum "Bagsy Me" ficou-me na memória como um excelente grupo de canções, bem compostas e bem alinhavadas. Desde logo, uma das minhas músicas preferidas de todo o disco "Hit", uma das músicas que me começou a educar musicalmente (sim, porque até mais ou menos aí ainda andava meio perdido com álbuns e bandas a puxar para o duvidoso). Mas também "Because", "Someone Somewhere" ou "Shorty" me deliciaram repetidamente.
Para quem lhe passou ao lado, "Bagsy Me" é um disco muito bom, editado no meio de uma era dominada pelo grunge e talvez pouco reconhecido por ter estado à sombra da tal canção do Romeu e da Julieta, mas vale a pena ouvir muitas vezes. Do princípio ao fim.


bagsy me by Frederico Figueiredo on Grooveshark

09 fevereiro 2012

O Ardina Grita: ORNATOS VIOLETA!

O ano ainda só tem 40 dias, mas pode dizer-se que esta é a notícia do ano. Os Ornatos Violeta vão reunir-se, para dois concertos. Para escrever na agenda, a negrito e sublinhado, 25 de Outubro no Coliseu de Lisboa, 29 de Outubro no Coliseu do Porto.
Esta notícia, anunciada no Facebook da banda, vem saciar a vontade da legião de fãs. Desde que acabaram, em 2002, os Ornatos tornaram-se a banda mais desejada, e de todo o país surgiram, reptos, pedidos e até manifestos para uma reunião, pelo menos para concertos.

Os Ornatos estiveram activos durante cerca de 10 anos - mas editaram apenas 2 discos ("Cão" em 1997 e "O Monstro Precisa de Amigos" em 1999), e ficou sempre a sensação de estar a faltar algo mais. Ainda chegou a falar-se num terceiro disco, que nunca chegou a existir.
É legítimo dizer que os Ornatos Violeta são uma das bandas de maior culto em Portugal, e isso vai ficar provado quando os bilhetes para os concertos forem postos à venda - é esperar para ver em quanto tempo esgotam.
Aliás, as datas já marcadas - 25 e 29 de Outubro - parecem estar alinhadas, para dar margem para se agendar mais uma ou duas datas extra.

Nestas alturas há sempre as vozes mais críticas para com as bandas que se reúnem, porque estão velhas, porque só querem é o dinheiro, porque já não são o que eram antigamente, etc. Neste caso, ponho as mãos do fogo pelos Ornatos, e quase garanto que nem se vai dar pela diferença. Os membros da banda têm estado activos e criativos, e ainda sabem o que fazem.
Vai uma aposta?

Playlists: All Tomorrow's Parties 04.02.2012


Sábado, 4 de fevereiro de 2012, temperatura mínima de cerca de 3 graus. A vaga de frio que continua a assolar a Europa ficou à porta do Bar O Século, onde decorreu a primeira festa de 2012. Lá dentro esteve bem quentinho e ouviu-se e dançou-se o seguinte:


1. Velvet Underground - All Tomorrow's Parties
2. Beach House - 10 Mile Stereo
3. I'm From Barcelona - The Saddest Lullaby
4. MGMT - Flash Delirium
5. Sublime - Date Rape
6. Jamie Lidell - Hurricane
7. Tapes 'n' Tapes - Cowbell
8. Eels - Begginer's Luck

08 fevereiro 2012

Lusophonia: You Can't Win, Charlie Brown


Para falar dos You Can’t Win, Charlie Brown começo por falar dos Grizzly Bear. No princípio de 2010 foi anunciado que os Grizzly Bear vinham a Portugal, tocar no Coliseu de Lisboa, e nessa altura tinha pensado escrever aqui um artigo sobre esta banda. Por dificuldades de agenda, acabei por não escrever esse artigo, mas tinha pensado sobre o que ia escrever – e ia escrever que eles eram sublimes. (Para mais esclarecimentos, ouvir o disco Veckatimest). E este adjectivo traz-nos aos You Can’t Win, Charlie Brown. Estes jovens lisboetas começaram há relativamente pouco tempo, mas já tocaram em vários países – e por ocasião de uns concertos em Londres, a revista francesa Les Inrockuptibles acusou-os de serem sublimes. Esse mesmo adjectivo que eu tinha encontrado para definir os Grizzly Bear, e que pode ajudar a definir os YCWCB. O adjectivo sublime significa, por exemplo, encantador. Ou grandioso. E estas são palavras que rimam bem com a música dos YCWCB. A estrutura das músicas deste sexteto baseia-se na guitarra acústica, pianos e órgãos – as pinceladas de cor são dadas com instrumentos como o metalofone, omnichord ou glockenspiel. As vozes são repartidas – há dois vocalistas principais, mas depois há coros prolongados, e aqui e ali, outro vocalista.

Altamont Recomenda:

Para quem gosta do estilo dos Horrors, o Altamont dá-vos uma prenda melhor. Estes TOY (Não confundir com o nosso cantor popular) vão buscar mais melodia, a meu ver, do que os companheiros ingleses. Com Krautrock, Punk escola Nova-Iorquina e um pouco de Britpop psicadélica à mistura, estes meninos prometem rivalizar com os Tame Impala pelo melhor som do novo psicadelismo.

07 fevereiro 2012

Altamont Recomenda:

Michael Kiwanuka, promessa folk-soul para 2012. Descendente de refugiados ugandeses em Londres, Kiwanuka é fortemente influenciado pela soul de Otis Redding mas vai beber de magos da guitarra folk como Paul Simon ou Bill Withers. O disco "Home Again" é editado em Março e conta com esta música que dá nome ao mesmo.

http://michaelkiwanuka.com/

06 fevereiro 2012

Festivais: Super Bock Super Rock 2012


Já são conhecidos os primeiros nomes para o 18º festival SBSR a decorrer na Herdade do Cabeço da Flauta nos dias 5, 6 e 7 de Julho. Num festival que se espera melhor organizado do que o último, os nomes já vão deixando alguma água na boca, embora se espere nomes mais sonantes. Ora os primeiros convidados são: Peter Doherty, The Horrors, Battles, Little Dragon e Apparat.
O preço dos bilhetes esse mantém-se: o bilhete diário custará €45 e o passe de 3 dias (campismo incluído desde o dia 4 de Julho) ficará nos €80.
Esperamos então um festival com nomes ao nível dos últimos mas com uma organização bastante melhorada...


















Agenda da Semana: 6 a 12 Fevereiro

Após uma semana que terminou com mais uma grande festa Altamont, no passado sábado no bar O Século, esta segunda semana de fevereiro destaca dose dupla de Fatboy Slim. O DJ, nascido com o nome de Quentin Cook (passando depois para Norman Cook), regressa assim a Portugal desta feita para 2 concertos mais intimistas, no Lux e em Ofir. No final da semana, em plena Av. da Liberdade, os You Can't Win Charlie Brown aparecem no espaço Pop Up!.

7. Sei Miguel - Teatro Maria Matos, Lx
9. The Men + Loosers - Galeria ZdB, Lx
9. Fatboy Slim - Lux, lx
10. Fatboy Slim - Esposende
11. You Can't Win Charlie Brown - Pop Up!, Lx

03 fevereiro 2012

Aspirina: The Presets


Por vezes existem músicas ( preferencialmente de bom gosto) que teimam em tocar mentalmente sem a nossa permissão. Os The Presets são exímios na arte de fabricar essas músicas "orelhudas".
Dois "Aussies" de Sidney, Julian Hamilton e Kim Moyes conheceram-se no Conservatório de Música de Sidney e enquanto de dia tinham formação clássica, à noite frequentavam os clubes de Sidney que formaram a sua sonoridade electro.
O primeiro album "Beams" sai em 2005 de onde sai o hit single "I go hard, I go home" e pouco depois começam a tocar em festivais e eventos em todo o mundo.
O ultimo álbum "Apocalypso", editado três anos depois, veio com uma sonoridade já mais amadurecida e dark, temas como "Kicking and screaming" e "My People" comprovam essa mudança mas não se esquecem da formula hit single viciante como "If I know you" e "This boy's in love", duas histórias de amor com uma intensidade inexplicável. O disco é óptimo para dançar e sentir emoções fortes sem procurar nenhuma genialidade mas garanto que vão ouvir em repeat. Aqui fica o single "If i know you", loop repeat :)

02 fevereiro 2012

Altamont Recomenda:

De Gotemburgo, Suécia o Altamont traz-vos uma banda que descobri há pouco tempo de seu nome Convoj. "My Timekeeping Heart" é o cartão de visita de um disco que já foi editado há mais de cinco anos e que passou completamente despercebido.

 

01 fevereiro 2012

Periferia: Autechre


Para quem anda nestas andanças da música electrónica (e dos seus infindáveis satélites), Autechre é seguramente um nome que não passou despercebido. Este duo inglês dos arredores de Manchester, formado em 1987, já produziu tantas viagens quantas possamos imaginar. Desde álbuns a EP's, entre singles, promos e remixes, Rob Brown e Sean Booth são dois rostos incontornáveis daquilo que foi possível fazer com as máquinas nas últimas décadas da nossa existência. Maioritariamente associados à IDM (intelligent dance music), não obstante, os Autechre têm vindo a posicionar-se cada vez mais no extremo experimentalista da música electrónica. Mas o tema que eu vos proponho data de 1995, ano em que foi lançado o terceiro álbum do grupo, entitulado de "Tri Repetea". Este disco (e não tem nada a ver com o facto de ser fanático pelo número três), apresenta-se talvez como a obra mais integrante do grupo. São 73 minutos de pura endurance psíquica. Poder-se-ía mesmo afirmar que se trata de um triângulo invertido que se começa a construir do vértice para a base. Sons mecânicos e repetitivos. Há até alguns críticos que dizem que este disco parece ter sido feito directamente por máquinas, sem intervenção humana. Há melodias, mas os sons incorporam uma austeridade implacável. Põe-se então a questão: será isto música feita por computadores, apenas audível por computadores? A resposta não podia ser mais tácita. Claro que não! Nem tudo pode ou precisa de ser falado ou expresso por palavras. Pois a dinâmica mecânica dos Autechre é sobretudo espontânea, intuitiva, experimental. E afinal os computadores não são uma invenção do Homem? Ou serão eles descendentes de seres alianigenas provenientes de outras galáxias? A austeridade presente neste trabalho, e especialmente neste tema, deve ser lida não como uma deficiência mas sim como um dote particular e sobre-desenvolvido. Soberbamente pensada e desenhada pelos The designer Republic, a capa do disco é o corolário de tudo o que antes de chegar a disco foi pensado. Um épico binário de proporções para-normais...

Altamont Recomenda:

Este formidável B-side do single "Black Treacle" que conta com a participação de um grande Richard Hawley. Rock puro, duro e crú. Como se quer...