30 novembro 2009

iFrod Shuffle 30-11-09

Álbuns Década: #4

Franz Ferdinand - Franz Ferdinand (2004)


Depois de os americanos terem começado a despontar e a fazer ressurgir o velho rock, eis que uma banda de Glasgow, Escócia, resolve pegar em sons dos anos 80, nomeadamente os Gang of Four, Joy Division, Talking Heads, entre outros, criando um novo som completamente incendiário. "Take Me Out", "The Dark of the Matinée", "Darts of Pleasure" e "This Fire" falam por isso. São músicas que trouxeram para as pistas de dança o rock lascivo. Se os Strokes tiveram aquela importância para o ressurgimento do rock, então os Franz Ferdinand escancararam a porta toda e, a partir daqui, imensas bandas, sobretudo as britânicas, conseguiram um lugar ao sol, tendo muito mais visibilidade do que achariam alguma vez ter. O Indie Rock tornou-se, finalmente, oficial.

27 novembro 2009

Stereo Alligator


Press Release:

Com o álbum de estreia homónimo a ser editado no primeiro trimestre de 2010, os Stereo Alligator apresentam o primeiro single, «Blow Away», e o respectivo videoclip dia 28 de Novembro, no Santiago Alquimista. Uma noite onde o duo lisboeta, composto por Miguel Gomes (voz programações e teclados) e Jorge Nuno (guitarras), conta com o apoio da produtora Droid-i.d., da qual faz parte Miguel V. Santos que assina a animação de «Blow Away», em que, explica, “uma metrópole é palco de uma aventura alienígena...”.
Para além da estreia do videoclip, os Stereo Alligator vão apresentar ao vivo o single «Blow Away» e mais alguns dos temas que integram o álbum homónimo que chegará ao mercado português no primeiro trimestre de 2010, com o selo da Independent Records. Gravado no Sul de Espanha, por Paco Loco nos Paco Loco Recording Studio, co-produzido por Tiago Lopes, misturado e masterizado em Brooklin (NY), por Alex Newport (Mars Volta, System of a Down, Death Cab for Cutie) e por Steve Fallone (Sterling Sound), respectivamente, «Stereo Alligator» revela onze canções electro-pop-rock com muitas histórias e experiências prontas a serem partilhadas.

Super Bock em Stock countdown #1


Voxtrot - São Jorge 1 - dia 4 - 23h15 - 00h30

25 novembro 2009

Creedence Clearwater Revival - Cosmo's Factory (1970)

Digam-me que são básicos, que são quadrados, que são orelhudos, que são tradicionais. E eu digo-vos que sim, que são básicos, e quadrados, e orelhudos, e tradicionais. Mas, raios que os partam, são bons, são muito bons, são excelentes. E soam como poucos e todos batem o pé ao som deles. Os Creedence Clearwater Revival marcaram não só o meu pai, o teu, ou o do outro. Marcaram os filhos do meu pai, do teu pai, ou do outro gajo que ninguém conhece mas que de certeza baterá o pezinho se os ouvir. E os CCR fizeram-no com canções directas e simples, cantadas por um homem directo e simples, com uma voz que era (e é) tudo menos simples. Para mim, o melhor álbum dos Creedence é o Cosmo’s Factory (gravado em 1969). E eu, que até sou contra versões, deixo isso de lado com o “Before You Accuse me”, do Bo Diddley, ou o “Heard It Thorugh The Grapevine”, original de Norman Whitfield aveludado pela voz de Marvin Gaye. E se bem que Gaye fez da “Grapevine” uma grande música, o Fogerty fez dela uma coisa ainda melhor. Lá está, uma questão de voz. Fogerty não é tão refinado como Gaye mas parece mais honesto nas palavras convictas que cospe ao microfone. Como na “Travelin’ Band”. Experimentem cantarolá-la no tom em que ele a canta sem rasgar a garganta ou furar o tímpano de um transeunte. Difícil. Tão difícil como escolher outra música entre as compõem o álbum. Talvez “Long I Can See The Light”, porque Fogerty também é capaz de cantar o amor. E safar-se com isso sem parecer um lamechas que (só) por acaso nasceu com uma voz do caraças. E mais não digo porque também mais não sei. Só quero continuar a ouvir o álbum enquanto aqui o jornal está a fechar as páginas e chove lá fora. “Who’ll Stop the rain?” Só ele.

There Will Be Blood OST (2007)

Jonny Greenwood, guitarrista dos Radiohead, estreou-se nas bandas sonoras ao compor dez faixas para o épico “Haverá Sangue” de Paul Thomas Anderson.

Desde os saudosos anos setenta, tempos em que o cinema americano tinha alma graças a mestres como Peckinpah, Scorsese ou Sergio Leone, que não ouvia uma banda sonora com este grau de exigência.

Greenwood, distanciando-se da sonoridade dos Radiohead, criou orquestrações inteligentes, belas e intensamente dramáticas piscando o olho a Bernard Herrman e a Ennio Morricone como que lhes dizendo: “ Eu também sou capaz”.

Nos filmes de Anderson, a música tem um papel fundamental (Magnolia) e Greenwood reforça a importância da música no cinema do realizador americano.

Armado em crítico chalado do Público, digo que “There Will Be Bllood” facilitou-me a vida: Melhor banda sonora e melhor filme da década.

PT Anderson, denunciando habilmente a cegueira do lucro nas sociedades modernas, realizou um exercício raro sobre a maldade humana: “Não quero que mais ninguém tenha sucesso”, afirma com frieza a personagem Daniel Plainview.

Deixo-vos uma entrevista com o realizador, onde ficamos esclarecidos em relação ao absurdo da divisão entre cinema de autor e cinema de massas.

Existe bom e mau cinema, boa e má música, única e exclusivamente.




Six Organs of Admittance@Cinema Nimas - 24/11/09







Massive Attack@Campo Pequeno - 21/11/2009





24 novembro 2009

iLex Shuffle 24-11-09

Julian Casablancas - Phrazes for the Young (2009)

Eis-nos chegados ao fim da década e quem é que está lá para fechar o que começou? Nada mais nada menos do que Julian Casablancas, vocalista e líder da banda Nova Iorquiana Strokes. Após três discos que ajudaram a definir o som de uma nova geração, especialmente Is This It?; dois discos a solo do guitarrista Albert Hammond, Jr, Yours to Keep e ¿Cómo Te Llama?; e projectos paralelos de Nikolai Fraiture com Nickel Eye e Fabrizio Moretti com os já reconhecidos Little Joy, era de estranhar este estranho silêncio por parte de um dos mais importantes músicos desta década. A expectativa criada, ultimamente, de um quarto disco por parte do quinteto de Nova Iorque começou a crescer no início do ano com revelações do próprio Casablancas de que o som da banda iria mudar um pouco, aproximando-se dos sons de bandas dos anos 70 como Thin Lizzy. No entanto, para o espanto de muitos, Julian revelou que afinal iria lançar um disco a solo. Phrazes for the Young, apenas com oito músicas, título inspirado no "Phrases and Philosophies for the Young" de Oscar Wilde, é, basicamente, Casablancas on his own. Provavelmente, se fosse gravado em nome dos Strokes, seria com toda a certeza, o melhor após Is This It?. Phrazes for the Young é um disco variado, sem nunca perder a alma dos Strokes, até porque, convenhamos, a voz de Casablancas é indissociável do som da banda nova iorquina, porém, aqui, Julian vai a terrenos onde não tinha ido com os seus amigos, especialmente na utilização de orgãos, como em "Out of the Blue", música que abre o disco e que nos fica logo no ouvido ou em "Left & Right in the Dark". O single de estreia "11th Dimension" leva-nos às pistas de dança dos anos 80, polvilhado com o som soturno dos Strokes. "4 Chords of the Apocalypse" é claramente inspirada nos sons dos anos 60 de Phil Spector, enquanto "River of Brakelights", uma das melhores músicas do álbum, poderia ter estado em First Impressions of the Earth. A finalizar surge "Tourist", música com breaks, beats e inspiração nipónica, outro dos pontos altos. Os pontos baixos, são "Ludlow St." e "Glass". Em suma, uma boa estreia de Julian Casablancas a solo, sem se desmarcar completamente da sua identidade mas também sem se colar desnecessariamente. Perspectiva-se um bom futuro dos Strokes na década que aí chega.

NE CHANGE RIEN ou éramos apenas sete pessoas na sala e quatro de nós usávamos barba



Talvez fizesse ontem um ano desde a última vez que me teria emocionado tanto numa sala de cinema que não a cinemateca, talvez dois anos, três, juro que não sei, talvez a minha memória ande fraca. Agora as contas voltaram a zero, Ne Change Rien de Pedro Costa é sem dúvida um dos melhores filmes da década. É também sem dúvida um dos melhores filmes de/sobre música alguma vez feitos e tirem-me o teclado das mãos ou ainda acabo a dizer que é o melhor filme português de sempre e depois o João César Monteiro que se revolte e revolva na sua campa.

Falo de um filme num blog sobre tendências auditivas porque como já insinuei, este é um filme sobre música, sobre música (forma de expressão artística) e sobre uma música em concreto (a artista). Chamá-lo de documentário seria sugestionar que uma câmara esteve lá para simplesmente documentar, alheando-se assim da reflexão sobre o próprio cinema que Pedro Costa insiste em imprimir filme após filme. Seria também olhar para ele sem levar em conta a prodigiosa mise-en-scène por ele imposta, sem que no entanto se sinta a câmara de uma forma invasiva. Costa dá-nos a conhecer uma mulher total, sem precisar de a filmar fora da sua concentração na música e das poucas vezes que nos mostra o lado quotidiano da pessoa, fá-lo sempre em off ou pelo menos na escuridão. Conhecemos Jeanne Balibar, actriz francesa que eu desconhecia, através das suas pausas, dos seus bocejos, dos seus olhares para fora de campo, da sua luta para conseguir ser música, ser cantora. E esse seu lado lutador e crente é-nos mostrado da forma mais humilde possível: pelo trabalho. Essencialmente este é um filme sobre o trabalho. Trabalho, aprendizagem, paciência. Exasperação. A repetição como método único para a evolução, provando que o artista não o é enquanto não treinar para sê-lo.

Não sou o cinéfilo mais aplicado mas tendo em conta apenas o que já vi, é-me fácil afirmar que antes deste filme apenas um realizador tinha conseguido uma abordagem séria em relação ao processo criativo da música. Esse realizador é Jean-Luc Godard, que em 1968 realizou o magnífico One Plus One (a.k.a. Sympathy for the Devil), onde em planos-sequência intercalados com uma satírica abordagem aos temas das libertações feminina, da classe negra e da classe operária – chamemos-lhe a contracultura – nos mostrava os Rolling Stones a construírem aos poucos a música Sympathy for the Devil pelo mesmo processo da repetição, da insistência, do trabalho. Desde então os filmes sobre música têm sido pouco mais do que filmes-concerto, o que não é necessariamente mau se a intenção for apenas a música e não o cinema, não as pessoas, não a vida.

Em Portugal o filme apenas está a ser exibido numa sala, em Lisboa, no El Corte Inglés. Todos se queixam do cinema português, que não há qualidade no cinema português. Mas depois existe o Pedro Costa que faz este filme belíssimo e que apesar das excelentes críticas de que tem sido alvo desde a sua estreia em Cannes, se arrisca a ficar para sempre na prateleira do esquecimento pois dificilmente o aguentarão por mais de duas semanas em exibição num centro comercial. Mas há pouco mais de um ano o Miguel Gomes fez um excelente filme chamado Aquele Querido Mês de Agosto, o João Canijo realizou o igualmente bom Mal Nascida e o João Salaviza trouxe a primeira Palma de Ouro de Cannes para Portugal. E ainda assim não se aposta no cinema português e a euforia da crítica será obrigada a votar-se ao silêncio no momento em que o filme já não estiver em exibição. Se ao menos o Pedro Costa filmasse as mamas da Soraia Chaves, talvez aí fôssemos mais de sete pessoas na sala (com ou sem barbas, não interessa).

PS. A questão é saber quantas destas pessoas supostamente interessadas em música têm curiosidade de ir ver o filme e com ele reflectir sobre o que é essa coisa do processo criativo.

23 novembro 2009

Álbuns da Década: #5

Beirut - The Flying Club Cup (2007)




Este é um disco incontornável da década. Um disco que se ouve do início ao fim, vezes e vezes sem conta. Um disco que enche uma sala, um bar, ou um outro qualquer sítio onde seja colocado. Já com o antecessor, "Gulag Orkestar", Zach Condon teve o condão de misturar ritmos da Europa de Leste com música mais ocidental, mas neste "The Flying Club Cup" foi, a meu ver, mais além, influenciado pela cultura francesa, música e filmes, e conseguiu algo que nos faz voltar aos loucos anos 20, quando Paris era a capital do mundo ocidental, com a agitada vaudeville no seu auge. Música que nos faz querer sair a dançar. Os (fenomenais) arranjos ficaram a cargo de Owen Pallett, também responsável pelos arranjos de algumas músicas de Arcade Fire e detentor do seu próprio projecto, Final Fantasy. É, muito provavelmente, o concerto que mais vontade tenho de assistir neste momento, Já esteve marcado em 2008 e foi entretanto cancelado, portanto Zach, se me estás a ouvir, estás em dívida com Portugal!

20 novembro 2009

Talvez Relacionado #23

Antes de fim de semana aqui vos deixo um somzinho agradável e que faz parte do cartaz do Super Bock em Stock deste ano, os Beach House. Lançam já em Janeiro de 2010 novo álbum, intitulado Teen Dream, do qual foi já lançado o novo single, Norway. Deveras interessante...


Enjoy!

19 novembro 2009

Mayer Hawthorne

Era uma vez um branco que pensava que era preto.
Era uma vez um tipo do século XXI que pensava estar em 1966’s.
Ele é Mayer Hawthorne, inter-ego de Andrew Cohen, um rapaz de Detroit, que se deu a conhecer ao mundo este ano, com o disco A Strange Arrangement.
Mayer Hawthorne aparece neste 2009, com um álbum feito em 2009, e com a mais pura soul dos anos cinquenta ou sessenta.
Pura soul, porque a música que lhe acompanha a voz vem mesmo de lá, desses tempos. O disco quase podia ter sido feito em karaoke, com ele a cantar por cima de temas dos artistas que o inspiraram (Smokey Robinson, Curtis Mayfield, Martha and the Vandellas, Spinners, Supremes, Temptations...), porque o som dos instrumentos tem essa mesma pureza, leveza na forma de bater na tarola e nos pratos da bateria, a pandeireta sempre por trás a acompanhar, os sopros, as teclas, de vez em quando uns sinos. A cadência é a mesma, a sonoridade é a mesma que se fazia nos idos anos em que as fotografias eram a preto e branco.
Depois há a voz dele, frequentemente em falsete, sempre a falar de amores e de garotas, giras ou feias, fugidias ou apaixonadas, que quebram corações ou que os deixam num banco de jardim.
Se eu mostrar isto a alguém e disser que é um tipo qualquer, que nunca foi muito conhecido e só gravou este álbum, em 1963, as pessoas acreditam. Principalmente se mostrar a alguém que já nessa altura ouvisse música.
Isto tudo para dizer que este disco, A Strange Arrangement, é em tudo, semelhante à tal soul, pura, dos anos puros. Quem diz semelhante pode mesmo dizer igual. Só que é tocada em 2009.

E eu ainda estou a descobrir se isso é bom ou é mau.
É bom, por haver um tipo que nos dias musicais que correm faz este tipo de som. Foi beber influências, e está a criar a sua cena. À primeira vista faz lembrar o que se sentiu quando apareceu a Amy Winehouse, com aquele disco Back to Black. A alma também estava lá (não por muito tempo). Mayer Hawthorne tem alma, e acima de tudo, parece-me ter boas intenções. Diz que “não quis criar um disco retro, isto é música nova para uma nova geração”, e quer que “os putos sintam que esta é a música deles e não a música dos pais”.

Mas o problema é que não há grande diferença desta música para a música dos pais dos putos. Pode falar-se em cópia. E não necessariamente “cópia” no mau sentido.
A questão que me coloco é – se não há grande diferença, então de que serve? Por que hei-de ouvir isto em vez dos clássicos dos sessentas?
Hei-de porque tem alguma qualidade, ou não fosse uma cópia de algo que é bom. Se fosse uma cópia da Tonicha, não seria bom de certeza.
E hei-de ouvir porque é feito agora, e é novo, e pode ser que me farte dentro de pouco tempo, mas ao menos por agora é fresco. E tem a vantagem de ser o primeiro disco.
O que vier a seguir, pode ser bem melhor. Também pode ser bem pior. Mas havendo a perspectiva de haver uma continuação é bom. E se isto for o princípio de uma nova era musical? Podia ser. Como os Strokes fizeram nascer, em 2001.
Mesmo que não seja, não faz mal. Ao menos deu para refrescar.

17 novembro 2009

Girls - Album (2009)

Uma pergunta que assola com certeza muita gente que gosta de música é "Como soaria uma banda dos anos 60 fazendo música nos dias de hoje?" No caso de esta ser uma questão que vos intriga, o disco que vos apresento hoje poderá ajudar a responder a esta pergunta. A meu ver é isso que fizeram os Girls, banda de San Francisco, com este "Album", recriar no século XXI a música de uns Beach Boys pré-Pet Sounds - umas guitarras suaves, uma bateria que mais parece acompanhar as batidas do coração, e uma voz melódica, carregada de emoção, mas sem a inocência da banda de Brian Wilson. É que os tempos são mesmo outros, e isso reflecte-se nesta revisitação ao passado dando-lhe um toque de actual. A meu ver este é um exercício muito interessante por parte da banda, e que merece uma audição, especialmente ao primeiro single, "Lust for Life" (muito arriscado dar este nome de uma música tão conhecida a qualquer coisa que nada tem a ver com a versão iggypopiana) e "Hellhole Ratrace".

Enjoy!


16 novembro 2009

Talvez Relacionado #22

Este vem para aqui só pela paródia do momento. Como é que uma banda como os Muse ainda vão a programas que passam na Rai Due para fazerem playback é que eu gostava de saber...



Enjoy!

Álbuns da Década: #6

Clap Your Hands Say Yeah! - Clap Your Hands Say Yeah! (2005)



Chegados ao sexto lugar nesta lista dos Álbuns da Década, acho que estamos perante a que deverá ser a maior surpresa de todas. Os Clap Your Hands Say Yeah! são muito provavelmente os menos conhecidos desta lista, mas a mim conquistaram-me com este álbum, homónimo, de 2005 (impressionante como já lá vão 4 anos...). O que destaco neste álbum é o seu ritmo contagiante, a voz rouca do vocalista Alec Ounsworth (que é daqueles que ou amamos ou odiamos) e músicas que vão crescendo dentro de nós, à medida que as ouvimos "Over and Over Again" (que é o título de uma das músicas do álbum). É uma banda que se pode claramente denominar de indie rock, porque não tem realmente nenhuma editora ou agência de publicidade por trás. Deixo aqui um excerto escrito pela Pitchfork sobre os Clap Your Hands Say Yeah! que me parece revelador sobre a postura da banda.

"While a lot of bands view the promotional apparatus as a necessary evil, Clap Your Hands Say Yeah prove that it's still possible for a band to get heard, given enough talent and perseverance, without a PR agency or a label. Indie rock has received a much-needed kick in the pants, and we have the rare chance to decide what a band sounds like of our own accord before any agency cooks up and disseminates an opinion for us. Damn, maybe this is how it's supposed to work!"

Enjoy!

iFrod Shuffle 16-11-09

13 novembro 2009

Rock na caminha

Clique para ver

Talvez Relacionado #21

O som a colocar hoje vem dos Rain Machine. São o side project de Kyp Malone, guitarrista dos TV on the Radio, e editaram em Setembro o seu álbum de estreia, homónimo. "Give Blood" é o single extraído do mesmo e soou-me bem interessante, daí a partilha.

Enjoy!

12 novembro 2009

Ölga - La Résistance (2009)

Os Ölga são uma banda portuguesa, já com 8 anos de existência, e lançam agora o seu segundo álbum de originais, "La Resistánce", após "What Is" de 2005, e um EP homónimo lançado em 2001.
A sonoridade inicial da banda situava-se no campo do pós-rock, o primeiro álbum tinha proximidades com uns Mogwai e uns Sigur Rós, mas neste "La Résistance" já os tempos e as vontades são outras. Não podemos dizer que esse campo foi abandonado, nada disso, mas sim aproveitado, transformado e incorporado numa onda mais revivalista de sonoridades dos anos 60 e 70, sempre com uma base rock.
O álbum abre logo com um excelente "Elephants", com uma cadência que nos faz pensar estar numa nuvem a levitar, contradizendo o peso do título da música. "It's Allright", o single extraído do álbum e que já tinha sido referido neste post, é o mais próximo que os Ölga estão de serem uma banda indie pop, com uma melodia muito condizente com um estado de espírito de conformidade. "Last Call" impressiona pelo fort arranque, talvez o mais forte de todas as músicas da banda, e vai mais tarde, aos poucos, retornando a um ritmo mais calmo, numa passagem subtil e que me parece o mote de passagem à música mais sonhadora do álbum, o excelente piano de "Neon". A partir daqui, e nas 5 músicas seguintes, "Mirror Bowling", "Take Us All", "Blue Poem", "Kiss the Fall" e "Magic Room" não ficam dúvidas sobre quem estamos a ouvir, uma vez que são bastante próximas dos anteriores álbuns, com psicadelismo, músicas em crescendo e introspecção como conceitos-chave. A fechar, um "Miss Booty" em ritmo circense e "Ben Hur" como conclusão anunciada a toques de trombone.
Penso ser um disco muito interessante e que demonstra um bom nível da maturidade da banda, que incorporou muito facilmente no seu som de referência novas peças (a nível de metais, percussão, cordas e voz) criando um belo ambiente sonoro.

Enjoy!

The Black Lips@Caixa Económica Operária - 11/11/2009








The Sticks@Caixa Económica Operária - 11/11/2009






10 novembro 2009

Super Bock em Stock 2009


Foi hoje, finalmente, revelado o cartaz completo de um dos acontecimentos mais importantes da música em Portugal.

Os nomes do cartaz da 2.ª edição do Super Bock em Stock são:

Sexta-feira, 04 Dezembro

Sábado, 05 Dezembro

Teatro Tivoli

The Legendary Tigerman

Little Joy

Ebony Bones

Beach House

Mazgani

São Jorge 1

Voxtrot

Patrick Watson

Wild Beasts

The Invisible

Os Golpes

São Jorge 2

Easyway

Piano Magic

Mikkel Solnado

oioai

Vencedor Termómetro Unplugged

João Só e Abandonados

Cabaret Maxime

Wave Machines

Juan Maclean (dj set)

Blacklist

Mocky

LA Caffe

Frankie Chavez

Pássaro Cego

Os Quais

Luisa Sobral

Rest. Terraço do Hotel Tivoli

Federico Aubele

Piers Faccini

Samuel Uria

Noiserv

Parque Estac. Marquês de Pombal

Orelha Negra

Kap Bambino

Marcelinho da Lua

Zé Pedro DJ

Pedro Ramos