30 setembro 2009

Talvez Relacionado #15

Hoje venho para aqui partilhar uma cena descoberta pelo caríssimo contribuinte e fundador deste blog. Visto que demorou nas curvas, ultrapassei-o e chego aqui primeiro para a partilha dos Moriarty. Deles li num site que são "A real troupe of modern bohemian gypsies, their concerts are like happenings. Free, innocent and magnificent, like music should always be." O tema que escolhi para os apresentar chama-se "Private Lily" e acho que é um excelente cartão de visita.

Vão estar por Portugal na próxima semana, com concertos agendados para Braga, Águeda, Torres Novas e Lisboa, este último no Instituto Franco-Português a 9 de Outubro. Se vos parecer interessante, nada como espreitar...

Enjoy!

iLex Shuffle 30.09.09


29 setembro 2009

Green Day @ Pavilhão Atlântico 28/09/09


Após uma digressão cancelada em 1996 e um excelente concerto em 2000 no Coliseu do Recreios, os Green Day voltaram a Lisboa.

O Pavilhão Atlântico foi o local escolhido. O concerto merecia ser no Coliseu, pela acústica e História do recinto. Mas seria pequeno para os cerca de 17 mil fãs que encheram o Pavilhão Atlântico para verem o primeiro concerto da digressão europeia da banda.

Tre Cool, Mike Dirnt e Billie Joe Armstrong, vieram da Califórnia (Oakland) para nos mostrar o seu novo álbum 21st Century Breakdown. Em 2 horas e 15 mins de concerto, mostraram todo o seu repertório musical. Bem, como um grande espectáculo de luz e imagem. Com muita explosão, chama e um vídeo wall bastante activo em lugar do écran gigante por cima do balco.

Num concerto mais rock do que punk, pelo menos comparativamente com o último concerto da banda em Lisboa. A ligação com o público foi uma das imagens de marca - "Vocês são muito melhores do que os americanos" gritou a certa altura Billie Joe.

Começou o concerto com um “Boa Noite Portugal”, que deixou os fãs ao rubro. Tocaram as melhores músicas de Dookie, Nimrod, Warning, American Idiot e do 21st Century Breakdown. Instrumentalizaram covers dos Kinks, Rolling Stones e Doors, que levaram o público a cantar em uníssono “You Really Got Me”, “I Can´t Get No” e “Break On Through”.

Após dispararem para o público t-shirts e bazookadas de àgua, pediram a ajuda de um elemento da plateia que soubesse tocar guitarra. Eis que um miúdo de 17 anos teve 9 mins de fama, subindo ao palco para fazer os acordes e solos de Jesus of Suburbia. Para de seguida mergulhar do palco para o meio da multidão. Tal como alguns fãs antes, ao som de tambor de circo…

Com a bandeira de Portugal aos ombros Billie Joe terminou com um “I hope you had the time of your life”

Apesar da promessa de 3 horas de concerto, as 2 horas e 15 mins souberam a pouco… Quando se esperava mais um encore… Acendaram-se as luzes do pavilhão, viram-se as caras de muitos punks teenagers, à espera de voltarem a ver Green Day em Portugal, mas já sem acne…

Foi o concerto da vida para muitos espectadores, nomeadamente a dezena de fãs que foram convidados a subir ao palco, ao longo desta maratona de música.

Alinhamento:

1. Song of the Century
2. 21st Century Breakdown
3. Know Your Enemy
4. East Jesus Nowhere
5. Holiday
6. The Static Age
7. Before The Lobotomy
8. Are We The Waiting
9. St. Jimmy
10. Boulevard of Broken Dreams
11. Hitchin' A Ride
12. Iron Man [Black Sabbath]/Master of Puppets [Metallica]/You Really Got Me [The Kinks]
13. Brain Stew
14. Welcome To Paradise
15. Longview
16. Basket Case
17. She
18. King For A Day/Break On Through (To The Other Side) [The Doors]/(I Can't Get No) Satisfaction [The Rolling Stones]/Shout [The Isley Brothers]
19. 21 Guns
20. Minority

Encore 1
21. American Idiot
22. Jesus of Suburbia

Encore 2
23. Last Night On Earth
24. Good Riddance (Time of Your Life)

28 setembro 2009

Álbuns da Década: #10

Interpol - Antics (2004)





Dois anos após o brilhante disco de estreia Turn on the Bright Lights, os Interpol lançam Antics que, curiosamente, para muitos é considerado mais fraco que o seu antecessor. É discutível, obviamente. Há quem seja mais fã do Revolver ou do Álbum Branco ou mesmo Abbey Road. Se calhar muita gente acha que os Interpol se podem ter comercializado mais neste disco dado o maior número de músicas mais orelhudas. Ora, isto nem sempre é negativo. Se as músicas são realmente boas então é evidente que poderá chegar a mais gente. É impossível ficar indiferente a "Evil", "Narc", "C´mere", "Not Even Jail" ou à grandiosa "Slow Hands". Antics é um daqueles discos que ficará para sempre na memória colectiva de uma geração. Pena que o sucessor Our Love to Admire seja mais fraco e que possa anunciar uma perda de qualidade desta banda de temas soturnos.

iFrod Shuffle 28-09-09

Álbuns Década: #10

Muse - Origin of Symmetry (2001)




Os Muse já tinham editado, dois anos antes o seu álbum de estreia, "Showbiz", mas foi só com este "Origin of Symmetry" que os descobri. Corria o ano de 2002 e ainda o rock andava a tentar renascer após anos uma segunda metade dos nineties em que andou desaparecido quando Os Muse se introduziram nos meus ouvidos e foi daquelas bandas que se foi descobrindo aos poucos. Aquela sensação de ouvir uma música espectacular na primeira audição, outra na segunda, outra na terceira, e quando dás por ti sentes que o álbum é mesmo muito bom e consistente. Foi um levar mais além do rock alternativo, com muitas experimentações instrumentais. Apesar de o sucesso a uma escala mais alargada só ter chegado aos Muse no álbum seguinte, "Absolution", a meu ver foi no "Origin" que eles atingiram o ponto mais elevado de qualidade musical. Músicas como "New Born", Plug in Baby" e ainda mais "Citizen Erased" ficam fortemente ligadas à História do Rock. Não por acaso, em 2006 a Q Magazine elegeu este álbum o 74º melhor de sempre...

24 setembro 2009

Álbuns da Década: #11

Green Day - American Idiot (2004)



Confesso que sempre gostei de Green Day. Desde os tempos do Dookie que sempre lhes conferi algo de especial. No entanto, após Nimrod, também confesso que pensei que acabariam por perder-se, engolidos por outra geração, a exemplo de outras bandas surgidas no início dos anos 90. Warning, editado em 2000, veio dar razão a isso. Um disco bonzito, polvilhado aqui e ali com bons momentos mas a deixar a sensação de se estarem a esfumar em termos artísticos. Com o avançar da década, começaram a aparecer novas bandas já aqui referidas como os Strokes, Kings of Leon, etc, que começaram a dar uma nova toada a uma nova geração. Ficariam assim os Green Day apenas uma banda fixe que teve o seu auge uma década atrás. Nada de mais errado. Com quatro anos para pôr as ideias em ordem e motivados por uma América num dos períodos mais negros da hístoria a nível político, Billie Joe Armstrong e seus muchachos deram a conhecer ao mundo uma das obras mais ricas desta década e quiçá o seu melhor disco de originais. American Idiot, composto por 13 músicas, algumas das quais medleys de longa duração, fizeram algo que nunca tinham feito e que já tinham andado a farejar antes. Enquanto Warning já tinha alguns traços de Kinks, American Idiot pega nesses traços e mistura-se com The Who aliado à sempre constante energia dos próprios Green Day e da voz muito característica de Billie Joe. De banda punk, os Green Day passaram a banda de óperas-rock com intervenção política. O medley "Jesus of Suburbia" com os seus gloriosos 9 minutos foi, inclusive, single com direito a videoclip e tudo, coisa rara para uma música tão longa.
American Idiot é, sem dúvida alguma, um grande disco que se ouve de uma ponta à outra num instante com as suas transições à la Abbey Road e que pôs os Green Day no caminho certo, juntando ao público antigo, um novo inteiramente diferente. A sequela 21st Century Breakdown, aproxima-os mais dos Queen mas sempre continuando na toada política.

23 setembro 2009

Talvez Relacionado #14

Quase não tenho palavras para descrever isto. Nunca pensei que ao decidir dar uma espreitadela na Blogotheque que se me ia deparar uma das melhores coisas que se lá colocaram. Os Yo La Tengo, após anos de recusa, decidiram finalmente aceder ao pedido de Vincent Moon e deixaram-se filmar no bairro de Montmartre a tocar, andar, cantar as suas músicas que me deixam a sonhar. E como não tenho mesmo mais palavras, só as imagens podem explicar as coisas. São duas partes de 7 min, como que duas curtas com uma maravilhosa banda sonora.



Enjoy!

21 setembro 2009

Álbuns Década: #11

LCD Soundsystem - Sound of Silver (2007)




"Sound of Silver", segundo álbum da banda de James Murphy conseguiu, para mim, superar o excelente "LCD Soundsystem" que trouxe aos nossos ouvidos uma mistura única de punk com disco e dance music. Essa sempre foi a senda de James Murphy, anunciada pelo próprio na letra de "Losing my Edge":

I was the first guy playing Daft Punk to the rock kids.
I played it at CBGB's.
Everybody thought I was crazy.

A qualidade do álbum está patente música a música, com especial distinção para "All My Friends" e "Someone Great", que irão constar nos anais da História como das melhores músicas da década. E para além destas ainda há "Time to Get Away", "Us vs Them" e "Watch the Tapes", excelentes e perante as quais é impossível ficar sereno. Para terminar uma ode de amor à cidade de Murphy, "New York I Love You, but You're Bringing Me Down". Muito intenso.

16 setembro 2009

Editors - 10/12/2009 @ Campo Pequeno

Os britânicos Editors estão de regresso a Portugal para promover o terceiro álbum da carreira intitulado "In This Light and On This Evening". O quarteto de Birmingham, formado em 2002, conseguiu com os dois primeiros albuns vender mais de 2 milhões de cópias pelo mundo fora, o que na conjuntura musical da década é bem interessante. Tirando as bandas/artistas 1-2-3 pré-fabricadas pela MTV em conjunto com algumas grandes editoras discográficas, com, reconheçamos, algum talento de alguns músicos, e que vendem a rodos, para este tipo de bandas como os Editors não é fácil chegar a este tipo de números. São bandas que, ou se perdem depois do segundo ou mesmo do primeiro album, ou que realmente se conseguem impôr na cena musical, e que são mais poucas que muitas. A julgar por "The Back Room" (2005) e "An End Has A Start" (2007), Tom Smith e companhia têm todas as condições para singrar. Segundo o vocalista, este terceiro novo registo é mais cru e sintético, sendo também mais eléctrico. Confesso que tenho uma grande expectativa para ouvir este novo disco. Se há algo de característico nos Editors é sem dúvida o equilibrio e a consistência do som que apresentam e para quem já os viu ao vivo pode concordar que são fortes e envolventes em palco. A não perder certamente!

A todos, um abraço,

Self Pollution Radio

8 de Janeiro de 1995. Um grupo de amigos junta-se na casa de um deles para tocarem uma músicas. E já que vão juntar-se para tocar, porque não gravar a coisa? E já que se vai gravar, será que há alguma rádio interessada em acompanhar e emitir em directo? Foi assim que o mundo ficou a conhecer o "Self Pollution Radio", um programa de 4 horas que foi oferecido gratuitamente às rádios. Importante referir que o dono da casa em questão se chama Eddie Vedder e os seus amigos são os membros dos Soundgarden, Mad Season, The Fastbacks, para além de Mike Watt, Dave Ghrol, Krist Novoselic e os seus próprios companheiros de banda. É durante esta emissão que é também anunciado oficialmente o novo baterista dos Pearl Jam - Jack Irons, ex-membro de RHCP e Eleven. Isto, meus amigos, é o que se pode chamar Music History on the making. E como tal aqui vou deixar 15 das músicas gravadas nessa sessão. É só carregarem no play e irem ouvindo, passa automaticamente para a seguinte.


Enjoy!

14 setembro 2009

iFrod Shuffle 14-09-09

John Spencer Blues Explosion

Feeling ou Marketing?

Álbuns da Década: #12

Arcade Fire - Funeral (2004)




Dez músicas apenas foram o suficiente para tornar os Arcade Fire na banda do século XXI. A banda canadiana, formada por vários elementos, destacando-se Wil Buttler e sua mulher Régine trouxe uma empatia com o público que há muito não se via. Os seus concertos são uma epifánia, as suas músicas épicas sobre morte, violência, catástrofes e corrupção empregam várias figuras de estilo. Contêm a catárse e o climáx. Uma mistura entre Bowie, Waters, Springsteen e Dylan aliado a uma visão imensa de uma big band em palco, com todo o tipo de instrumentos e não só, fazem dos Arcade Fire a banda que todos nós queremos que durem porque, se o primeiro disco Funeral foi imenso, a sequela Neon Nible não lhe ficou atrás. Aguardamos, então, ansiosamente o terceiro capítulo desta "bela" história.

Álbuns Década: #12

The White Stripes - Elephant (2003)



MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com


Muitos não sabem, mas "Elephant" é já o quarto álbum dos White Stripes. Apesar de o seu predecessor, "White Blood Cells" ter tido já alguma atenção, foi com "Elephant" que a banda formada por Jack e Meg White se tornou num dos expoentes do garage rock, uma mistura em doses certas de punk e blues, de composição simples e bem ritmada. Começando logo pelo single fácil de entrar no ouvido "Seven Nation Army", o álbum vai-se transformando música a música, passando por baladas como "In the Cold Cold Night", a excelentes exercícios rock com "The Hardest Button to Button", "I Just Don't Know What to do With Myself" e "Hypnotise". E nunca se torna aborrecido...

11 setembro 2009

Cats on Fire@Maxime - 10/09/09

O Altamont (através de 3 dos seus elementos, acompanhados de 2 groupies) marcou presença ontem à noite no Maxime para o concerto desta banda finlandesa, atraídos por 2/3 músicas ouvidas no YouTube e recomendação de amigos, aproveitando assim uma boa forma de passar uma agradável noite de Quinta-Feira. E foi mesmo muito agradável o concerto. Os Cats On Fire são ainda uma banda desconhecida no nosso país, mas ainda conseguiram reunir cerca de 60/70 pessoas e pareceu-me que todas saíram satisfeitas. O seu som é muito à base de indie-pop, fazendo lembrar por vezes uns Belle & Sebastian, e por outras os Smiths. A voz do vocalista Mattias é mesmo muito parecida à de Morrissey e não é por acaso que a crónica do ípsilon se intitula "Nostálgicos dos Smiths, uni-vos e gastai dez euros". Foi bastante animado, e deu vontade de dar-lhes um pouco mais de tempo de iPod. Algumas (más) fotos:




Enjoy!

Fundo do Baú #2

Esta estava mesmo mesmo lá no fundo e foi trazida à tona pelos Cats on Fire no concerto de ontem. O vocalista disse que ia fazer uma cover de uma música inglesa, de 1997, dos White Town, "Your Woman" but it didn't ring any bell. Mas quando a música começou senti o cérebro a processar, alguém cá em cima a mexer nas gavetinhas e começou a fazer-se luz. Fiquei com uma ideia, mas ainda nublada, até chegar a casa e não conseguir controlar a vontade de me lembrar. E foi isto que saiu. Parece-me que estamos perante uns "One Hit Wonders" no seu esplendor... Espero que vos traga boas memórias...



Enjoy!

10 setembro 2009

Talvez Relacionado #14

O novo dos Noah & The Whale - "The First Days of Spring" - já roda cá em casa (no carro, para ser mais preciso) e esta fez-me voltar atrás e ouvir novamente. Podem fazer o mesmo. Carreguem no play e depois quando acabarem careguem outra vez e deliciem-se com "Blue Skies".

09 setembro 2009

Beatles Day



"Eles descobriram a pólvora" - Rui Reininho

The Beatles


Happy Beatles Day Everyone!

"É hoje! É hoje!", gritam milhares ou mesmo milhões de pessoas por esse mundo fora. É hoje que é lançado o catálogo completo dos Beatles tanto em versão Stereo como em Mono, embora esta se destine mais ao coleccionador e fã dado as características muito próprias das mixagens em Mono. Há mais de vinte anos que os Beatles resistiam à tentação de remixar a sua colecção de álbuns. Ao contrário de algumas bandas, nomeadamente os Beach Boys ou mesmo os Stones que de dois em dois anos têm novas edições dos álbuns ou constantes best-of, os Beatles, talvez por a sua companhia, Apple, ser uma confusão pegada, nunca se preocuparam muito em dar ao público algo mais do que a caixinha básica do cd com um folheto mínimo, salvo a excepção do Sgt Pepper ou do White Album. Mas como alguém me disse uma vez: "Se o disco na altura que saiu foi tão bom e teve tanto sucesso, que raios é que uma remixagem vai trazer de novo ao álbum? Ele era bom em Mono, que som mais vamos ouvir em Stereo ou em 5.1 ou sabe-se lá mais o que vão inventar. Ora, pelo que tenho lido, o som está muito mais fresco e consegue-se discernir certos detalhes em algumas músicas. Outras não estão tão enterradas como a "Long,Long,Long". Mais uma vez digo. Elas já eram boas, por isso... Penso que, mais do que estar a dar mais do mesmo para quem já tem, é óptimo para quem não tem, nem conhece. Saúda-se a publicidade a uma das bandas mais importantes de sempre. E, por falar em publicidade, chega também hoje, para certos países, o mais recente Rock Band, este dedicado a quem? Aos Beatles pois claro. Confesso estar ansioso por o ter, no entanto, também receoso que se possa vir a ganhar um certo afastamento das músicas pelo desgaste... Esperemos que não e que o jogo sirva para gerações mais novas saberem quem foi Ringo Starr e George Harrison, dado que já há muita gente nascida pós anos 80 não sabendo quem foram as figuras. And in the end, the love you take is equal to the love you make...

08 setembro 2009

Álbuns da Década: #13

Franz Ferdinand - Franz Ferdinand (2004)





Depois de os americanos terem começado a despontar e a fazer ressurgir o velho rock, eis que uma banda de Glasgow, Escócia, resolve pegar em sons dos anos 80, nomeadamente os Gang of Four, Joy Division, Talking Heads, entre outros, criando um novo som completamente incendiário. "Take Me Out", "The Dark of the Matinée", "Darts of Pleasure" e "This Fire" falam por isso. São músicas que trouxeram para as pistas de dança o rock lascivo. Se os Strokes tiveram aquela importância para o ressurgimento do rock, então os Franz Ferdinand escancararam a porta toda e, a partir daqui, imensas bandas, sobretudo as britânicas, conseguiram um lugar ao sol, tendo muito mais visibilidade do que achariam alguma vez ter. O Indie Rock tornou-se, finalmente, oficial.

Música na Internet

Este post já vinha sendo pensado há algum tempo e vê agora finalmente a luz do dia. E de onde surge o post? Surge de uma perspectiva minha relativamente aos sites de música em Português existentes - são maus de mais para ser verdade. Blitz, Iol, Disco Digital, Cotonete, venha o diabo e escolha. Têm um design muito pouco user friendly, notícias que muitas vezes não interessam nem ao menino Jesus, insuficientes análises a concertos, praticamente nada sobre lançamentos de discos e consequentes análises aos mesmos, agenda muito rudimentar. São sites que têm grandes patrocinadores (e consequentemente muito dinheiro) por trás e mesmo assim não conseguem fazer uma coisa com qualidade. Aos interessados no assunto vai-nos valendo os blogs de amadores (como o Altamont, entre outros), que têm o mais importante - o gosto pela música. A busca, a pesquisa, a partilha.
Da pesquisa que andei a fazer para suportar esta minha opinião, apenas um site me deixou bem impressionado, já o conhecia há algum tempo mas nunca mais lá tinha ido e aparentemente está muito interessante - Bodyspace. De resto, o público precisa de mais e melhor. Ou se calhar não. Se calhar mais vale mesmo mantermo-nos ligados aos blogs e deixarmos os sites para as massas...

Talvez Relacionado #13

Muita atenção a isto, porque vai finalmente ganhar a atenção merecida. Os Ölga, banda de Lisboa formada em 2001 e que desde então já conta com um EP, "Ö" (2004) e um álbum, "What Is" (2005), lançaram ontem o seu novo álbum, "La Résistance". Enquanto vou ali à Fnac comprar o CD deixo-vos com um aperitivo, o primeiro single, "It's Allright" e logo voltarei para uma análise completa ao álbum. Para descobrirem mais sobre a banda aconselho um pulinho ao site oficial e/ou ao myspace, onde podem ouvir músicas maravilhosas como "Kick Up Ron".



Enjoy!

07 setembro 2009

Álbuns Década: #13

The Killers - Hot Fuss (2004)



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Music Playlist at MixPod.com


"Hot Fuss" é mais um álbum que se insere no movimento que falei no post anterior, ressurgimento do rock britânico, 2004/2005 (e ainda mais álbuns virão daqui...). Parece estranho dizer isto, tendo em conta que é uma banda originária de Las Vegas, mas foi em bares e clubes de Inglaterra que começaram a ser ouvidos, com o seu rock revivalista do pós-punk, e só após algum sucesso em terras de Sua Majestade é que a label americana Island decidiu editar o seu álbum de estreia. Ao longo de todo o álbum é possível ouvirmos uma excelente mistura de guitarras com sintetizadores, com fortes ecos de inícios anos 80, e que animaram muitas noites em bares mundo fora. Diria que foi o álbum mais massificado deste movimento, atingindo tops em Billboards e afins, sendo um prenúncio do que seriam os Killers mais tarde - uma banda na peugada dos U2. Mas que não haja dúvidas que este é um excelente álbum!

06 setembro 2009

iFrod Shuffle 06-09-09

Álbuns da Década: #14

Kings of Leon - Youth & Young Manhood (2003)



MusicPlaylist
MySpace Music Playlist at MixPod.com

Após a porta deixada aberta pelos Strokes, muitas bandas começaram a ter visibilidade pelo seu som retro. Os Kings of Leon foram uma delas. Apelidados como os Strokes do Sul, a banda, composta pelos três irmãos Followill (Caleb, Nathan e Jared) e pelo primo Matthew Followill, teve umas origens diferentes das bandas normais. Os três irmãos passaram a sua infância a viajar com o pai, pastor evangélico da igreja pentacostal, pela América profunda, fixando-se em Nashville, após o divórcio do pai e consequentemente abandono da igreja. É em Nashville que os irmãos, acompanhado do primo abandonam o passado e abraçam o Rock e o seu modo de vida. Longos cabelos, barbas e bigodes a relembrar os anos setenta, como Lynyrd Skynyrd ou Creedence Clearwater Revival mas também o estilo musical. Youth & Young Manhood é, talvez, o disco mais ingénuo mas também mais puro dos Kings of Leon. Um despertar para a música, onde sobressai o guitarrista e vocalista Caleb com uma voz poderosa, que dava todo o ar de poder a vir um frontman à antiga. Músicas como "Molly's Chambers", "Red Morning Light" e "Wasted Time" fazem-nos esquecer o ano em que vivemos e transportam-nos trinta anos atrás no tempo, o que, por vezes, é óptimo!